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Quênia ameaça não participar da Olimpíada por causa da zika

Os Estados Unidos também podem deixar de participar da Olimpíada por causa do zika, segundo informou uma agência de notícia internacional

09/02/2016 11h46
Por: Redação
Agências com Folha de S. Paulo O diretor do Comitê Olímpico do Quênia, Kipchoge Keino, disse nesta terça-feira (9) que o país pode desistir de participar da Olimpíada de 2016, no Rio, em agosto, por causa da proliferação do vírus da zika no Brasil. "Se o vírus zika atingir níveis epidêmicos, não vamos correr risco. Não vamos expor os nossos jovens. A saúde de nossos atletas é mais importante do que os Jogos", disse Keino. "Vamos esperar até o último minuto. Contamos com os conselhos das autoridades do Brasil para tomar uma decisão", afirmou. O Quênia é uma das potências do atletismo, pois possui alguns dos melhores corredores de média e longa distância do mundo. Na Olimpíada de 2012, em Londres, na Inglaterra, o país ganhou 11 medalhas no total (duas de ouro, quatro de prata e cinco de bronze), todas no atletismo. Na segunda-­feira (8), a agência Reuters disse que os Estados Unidos também podem deixar de participar da Olimpíada por causa do zika. A informação, porém, foi negada pelo Comitê Olímpico dos EUA (USOC, na sigla em inglês). O presidente da Federação de Esgrima dos EUA, Donald Anthony, afirmava que a USOC havia dito a federações do país que atletas podem considerar não participar da Rio­2016 devido à proliferação do vírus da zika no Brasil. As federações, segundo Anthony, foram informadas que ninguém deve ir ao Brasil "se não se sentir confortável". A mensagem teria sido repassada em janeiro durante teleconferência envolvendo membros do comitê olímpico e líderes de federações. O porta­-voz da USOC disse que o relato é "100% impreciso". Referia­-se, segundo ele, a "uma discussão interna com líderes esportivos dos EUA sobre funcionários e os riscos potenciais que o CDC identificou em viagens a áreas infectadas pelo zika". A USOC disse que só foram repassadas às federações as recomendações do Comitê Olímpico Internacional (COI) e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês), como o alerta a gestantes para que evitem viajar ao Brasil. COMBATE AO MOSQUITO Procurado pela reportagem da Folha de S. Paulo na segunda-­feira, o comitê Rio 2016 informou que está em contato permanente com os governos federal, estadual e municipal em busca de informações atualizadas sobre a propagação do vírus zika. Afirmou que as instalações esportivas estão sendo verificadas diariamente em busca de possíveis focos do mosquito. Disse ainda que agosto e setembro são meses em que a incidência do mosquito cai a próximo de zero. O comitê ressaltou que a saúde e a segurança dos atletas é a sua prioridade número um. De acordo com o órgão, "os próprios atletas farão questão de participar da Rio­16". Na semana retrasada, o Comitê Olímpico Internacional (COI) garantiu às delegações que irão viajar ao Rio em agosto que o evento estará seguro em relação ao zika, mas fez um apelo aos visitantes a se protegerem enquanto estiverem na região. O COI ofereceu aconselhamento para minimizar o risco de infecção do vírus, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, e disse que os viajantes com destino ao Brasil devem consultar as agências de saúde de seus países. Entre as recomendações está o uso de repelente de mosquito e camisas e calças de manga comprida. As mulheres com suspeita de gravidez foram incentivadas a discutir a viagem com seus planos de saúde.
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