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Delcídio diz que foi explorado para benefício de terceiros

Os advogados pedem que o processo seja anulado e indicam suspeição de senadores que compõem o colegiado

02/05/2016 16h53
Por: Redação
Tribuna da Bahia Nas alegações finais apresentadas ao Conselho de Ética do Senado onde responde a processo de cassação por quebra de decoro parlamentar, o senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) disse que foi ?explorado para benefício de terceiros?, citando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os advogados pedem que o processo seja anulado e indicam suspeição de senadores que compõem o colegiado. O julgamento no conselho está previsto para esta terça-feira, mas um adiamento é possível, já que as discussões no Senado têm sido dominadas pelo processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. No documento de 155 páginas, os advogados defendem que não há provas contra o parlamentar.?A única frágil base probatória é um documento, além de apócrifo anônimo?, afirma a defesa, em referência à gravação feita pelo filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo Cerveró, em reunião com Delcídio, na qual o senador revelava plano para conseguir um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para tirar Cerveró da prisão e enviá-lo para fora do País. Foi essa gravação que levou Delcídio à prisão em novembro do ano passado, sob a acusação de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Em fevereiro, a prisão preventiva foi revogada.?Delcídio Amaral foi explorado para benefícios de terceiros: de um lado, de Lula para proteger a família do amigo Bumlai; de outro lado, de Bernardo Cerveró, que o atraiu por truques cênicos para criar a ?cama de gato? e conseguir o trunfo da sua colaboração do pai?, diz a defesa. (Foto: Divulgação)
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