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Novo galpão da Amazon em Salvador reflete boom dos centros logísticos no Brasil

Expansão das plataformas de comércio eletrônico transforma o mapa logístico brasileiro, fortalece Salvador e acelera novos investimentos em infraestrutura.

01/07/2026 14h21
Por: Redação Fonte: A Tarde
Reprodução / Julio Vilela/Amazon
Reprodução / Julio Vilela/Amazon

O mercado brasileiro de galpões logísticos vive um dos seus melhores momentos, impulsionado pela expansão do comércio eletrônico e pelos investimentos de gigantes como Mercado Livre, Shopee e Amazon. No primeiro trimestre deste ano, o setor registrou a ocupação de 1 milhão de m², o melhor resultado desde 2022, enquanto a taxa de vacância caiu para o menor nível da história, de apenas 6,4%.

O avanço do e-commerce tem sido o principal motor desse crescimento. Das dez maiores transações de locação realizadas no período, nove foram fechadas por empresas do segmento, que buscam estruturas cada vez mais modernas e estrategicamente localizadas para reduzir prazos de entrega e ampliar a capacidade operacional.

Nesse cenário, Salvador passou a integrar a estratégia nacional da Amazon. A empresa inaugurou um centro de distribuição na capital baiana e passou a oferecer entregas no mesmo dia para toda a Bahia, reforçando a importância do estado na malha logística da companhia.

A disputa entre as grandes plataformas também movimenta investimentos bilionários. A Shopee assinou o maior contrato de locação de galpões já registrado no Brasil, enquanto o Mercado Livre anunciou um aporte de R$ 500 milhões para um complexo logístico de 300 mil m². Desde o ano passado, a empresa lidera a expansão do setor, acumulando 1,19 milhão de m² em galpões locados, mais que o dobro da Shopee e seis vezes o volume ocupado pela Amazon.

A forte demanda também impactou os preços. O valor médio da locação de galpões aumentou R$ 5,47 por m² desde o primeiro trimestre de 2024, alcançando R$ 30,62/m².

Apesar do cenário favorável, o setor enfrenta desafios. Os juros elevados seguem pressionando novos investimentos e o conflito entre Irã e Israel já começa a afetar a cadeia logística global. Uma das principais empresas brasileiras do segmento estima que seus custos operacionais possam subir cerca de 10% nos próximos meses em função dos impactos da guerra sobre o transporte internacional.

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