Publieditorial Pré-candidato a prefeito em Dias d?Ávila pelo PSDB, Alberto Castro, denuncia a falta de condição de trabalho dos agentes comunitários de Saúde e dos agentes de Combate a Edemias no município e cobra atenção da gestão da prefeita Jussara Márcia (PT). ?Infelizmente, para a atual gestão, a saúde não é uma prioridade e os quase 150 agentes comunitários da nossa cidade estão sendo tratados com total descaso, porque também não são prioridades pra a prefeita?, dispara Castro. Segundo o tucano, os agentes não recebem fardamentos a pelo menos três anos e os equipamentos de proteção individual não foram adquiridos pela prefeitura para aperfeiçoar a rotina pesada.

Outro ponto questionado por Alberto Castro é o piso salarial. Segundo o pré-candidato, os agentes recebem atualmente pouco mais de R$ 1 mil por mês. Castro diz que o piso salarial, aprovado há muito tempo pelo governo federal, só começou a ser respeitado no mês de Junho do ano passado. ?Até hoje o retroativo dos meses anteriores a este período ainda não foi pagos, gerando assim um grande prejuízo para estes profissionais?, ressaltou. Para o pré-candidato, o município precisa realizar um concurso para contratar mais agentes, pois o quadro atual é limitado e não consegue atender todas as comunidades do município. ?A falta de mais profissionais para atuar nas comunidades, provoca ainda, a sobrecarga de trabalho?, pontuou. ?De acordo as normas do Ministério da Saúde, cada agente deveria atender no máximo 150 famílias. Em Dias d?Ávila, os agentes já ultrapassaram este limite faz muito tempo, o que acarreta na maior chance de falhas na coleta de informações e no comprometimento da qualidade do trabalho, sem mencionar o grande desgaste físico e mental para cada um deles?, ressalta o Tucano. Ainda segundo Castro, em outras cidades, a categoria recebe como reconhecimento por sua importância, diversos benefícios como 14º salário, cesta básica e vale transporte. Enquanto em Dias d?Ávila, ?os funcionários sonham com o dia em que terão seus direitos mínimos respeitados?. O pré-candidato acusa a prefeita de dar prioridade à política. ?Ela prefere destinar a folha de pagamento da prefeitura aos possíveis candidatos e cabos eleitorais. Seu lema é: primeiro a política e depois o povo?, dispara. Segundo Castro, outra reivindicação da classe é o pagamento do Programa Nacional de Melhoria do Acesso da Atenção Básica (PMAQ). ?Cada unidade de saúde que aderiu ao programa nos anos de 2014 e 2015 e obedeceu as regras batendo suas metas, teria direito ao recebimento de um abono que seria semelhante a uma gratificação a ser repassado aos agentes como forma de incentivo pelo trabalho desenvolvido, mas ate o presente momento nada foi feito?, ressalta. ?Varias reuniões já foram marcadas para tratar deste assunto, todas elas adiadas pela administração, porque a prefeita não tem tempo para se reunir com essa categoria que desenvolve um trabalho tão importante dentro da nossa cidade?, questiona Alberto Castro.