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Base Nacional Comum e aprendizagem

Bacelar Já exerceu 4 mandatos de vereador em Salvador, onde foi também Secretário de Educação; Atualmente é Deputado Federal.

18/04/2017 21h24
Por: Redação Fonte: Bacelar

A Base Nacional Curricular Comum veio para mudar o cenário da educação brasileira. O documento é o responsável por detalhar o que os alunos dos ensinos público e particular têm o direito de aprender a cada ano, independentemente do canto do país em que viva e da situação econômica de sua família. A ideia é criar condições para mais equidade e organização do sistema educacional. Uma conquista histórica para o país. 

 

É ela que vai facilitar o trabalho dos gestores e mais de 2 milhões de professores. A partir do alinhamento dos conteúdos, o planejamento de aulas se torna mais objetivo. O estabelecimento de objetivos facilita também o acompanhamento dos pais em relação à evolução dos filhos.

 

O processo de criação não foi fácil, mas extremamente necessário. Os debates foram marcados por polêmicas e por um cenário político tumultuado. As consultas públicas contaram com mais de 12 milhões de contribuições em sua primeira versão. A segunda, já ajustada, passou pelas mãos de 9 mil professores e gestores de todo Brasil. E, agora, a  terceira versão – espero que última – foi encaminhada, este mês, para apreciação do Conselho Nacional de Educação. 

 

Não julgo a demora no processo, pois estamos discutindo o futuro do nosso país.  Soa clichê, mas é isso mesmo. O que nossas crianças aprendem em sala de aula refletem nas ruas, na economia, no desenvolvimento do Brasil. Afinal, as crianças de hoje são os adultos deamanhã. 

 

O que não podemos deixar é que a Base Nacional Curricular Comum fique apenas no papel.  O grande desafio agora é fazer com que ela chegue às mais de 180 mil escolas das redes pública e privada de ensino. E com um direcionamento claro: ampliar a qualidade da educação brasileira, no entanto, é indispensável a fiscalização de todos nós.   

 

É nosso dever, enquanto educadores,  promover a igualdade educacional e valorizar o desenvolvimento integral, agregando desde o letramento e pensamento crítico até a autonomia e responsabilidade do aluno. É o despertar para o mundo contemporâneo, estimulando uma forma de aprendizagem mais ativa em sala de aula.  

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