O subsecretário Valcy Evangelista da Silva, da Secretaria Municipal de Reparação (Semur), nega que tenha assediado sexualmente uma militante do Partido Verde (PV). A posição do subsecretário foi divulgada pela assessoria da Semur.
De acordo com nota da secretaria, o órgão aguarda o resultado das investigações. Valcy será ouvido, na tarde desta quarta-feira, 19, pelo delegado Artur Ferreira da 7ª Delegacia Territorial (DT), no Rio Vermelho.
De acordo com a denúncia, a vítima, que não teve o nome revelado, disse que foi assediada na sede do partido. Ela e Valcy teria uma relação de amizade, segundo o delegado.
Entenda o caso
A vítima, que não quer ser identificada, diz que resolveu denunciar o caso à polícia depois de quatro anos sofrendo abusos. Ela afirmou que o assédio acontecia dentro da sede do partido, em Salvador.
"Ele usou coisas como: ‘Sei que você precisa do emprego’, ‘sei que você precisa pagar sua faculdade, então a gente pode conversar lá fora, tomar um vinho’, ‘me ajude, vamos tentar facilitar as coisas para você’. Ali ficou bastante claro que existia um interesse, onde ele buscava uma troca de favores sexuais", revelou a funcionária.
Conforme a vítima, no início, o subsecretário fazia elogios, e que depois a situação se agravou. "Ele usava a função de chefe para deixar claro que eu precisava do emprego porque, de alguma forma, existiria ali, uma troca de favores. Inicialmente as manifestações dele eram de elogio", diz a mulher.
"Tudo começou da seguinte forma: [ele dizia] 'Como você é linda'. Ele sempre demonstrou que tinha interesse em ter uma relação íntima, onde eu deixei claro que não havia nenhum interesse. De 2015 para 2016 foi quando as manifestações de assédio foram se agravando", relatou a funcionária.
A mulher disse ainda que já tinha ouvido um relato semelhante de abuso sexual de outra funcionária do Partido Verde. "Eu cheguei a escutar de uma pessoa, que trabalhou no partido em 2013, que sofria as mesmas coisas. Ela me falava que quando ia na sala dele, ele tentava beijar, ele também assediava ela da mesma forma. Só que essa pessoa foi demitida, não sei o que aconteceu com ela", revelou.
"Chega um momento que você percebe que não dá para continuar sofrendo disso, e que uma pessoa como essa continua impune. Eu acredito que eu preciso de um retorno da Justiça", disse a mulher.
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