Terça, 06 de Outubro de 2026 19:25
(71) 99663.6360
Geral Protestos

Governo avalia que protestos começaram fracos

A avaliação inicial do Planalto é de que as manifestações não tiveram grande impacto no período da manhã e ficaram concentradas em grandes centros urbanos

28/04/2017 14h58 Atualizada há 9 anos atrás
Por: Redação Fonte: Estadão Conteúdo
Governo avalia que protestos começaram fracos

A greve geral convocada para esta sexta-feira (28) pelas centrais sindicais começou com menos adesão do que o previsto pelo Palácio do Planalto, mas o monitoramento do governo ainda indica que tumultos podem ocorrer no período da tarde, principalmente em São Paulo e em Brasília.

A avaliação inicial do Planalto é de que as manifestações não tiveram grande impacto no período da manhã e ficaram concentradas em grandes centros urbanos, como São Paulo, onde houve paralisação do transporte público. Mesmo com o esvaziamento da greve no período da manhã, porém, o governo continua em estado de alerta máximo. 

Em Brasília, a Força Nacional de Segurança está de prontidão no entorno do Planalto e na Esplanada dos Ministérios.

A cúpula do governo foi informada de que pode haver radicalização do movimento no fim do dia, em locais de concentração, como pontos de ônibus e aeroportos, além de novas barricadas e bloqueios nas estradas. Em Brasília, há preocupação com atos violentos na Esplanada e com a presença de black blocs infiltrados em manifestações. Tanto o Planalto como o Congresso estão protegidos por grades.

Os protestos desta sexta-feira foram convocados contra as reformas da Previdência e da legislação trabalhista. O receio do Planalto é de que as manifestações ressuscitem uma onda de "Fora Temer" e prejudiquem a votação das reformas no Congresso, especialmente a da Previdência, que enfrenta dificuldades.

Até agora, o governo não tem os 308 votos necessários para a aprovação da proposta na Câmara, em primeiro turno. Até mesmo deputados da base aliada resistem em apoiar as mudanças no regime de aposentadoria, com medo de não conseguirem se reeleger, em 2018.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.