Escassez é o problema econômico fundamental de se ter desejos humanos praticamente infinitos em um mundo de recursos limitados. Ao longo da minha carreira, pude me deparar com grandes empresas que viviam tempos de recursos abundantes e, logo em seguida, tempos de recursos limitados. É, justamente, no momento da escassez, que você distingue os mais capazes da sua equipe. Isto me levou a ter a crença de que alguns profissionais que trabalham com grandes marcas não exercitam a sua plena capacidade de gestão, pois estas marcas possuem recursos abundantes; seja pelas enormes cifras investidas no marketing - o que provoca a necessidade dos consumidores - seja pela força do poder econômico de uma organização, ou por seus diferenciais tecnológicos. Esta soma de recursos alocados torna um profissional medíocre. Esta é uma palavra forte, mas é apenas um adjetivo de dois gêneros que qualifica aquele ou aquilo que está na média.
A média é um problema nas organizações, pois define a eficiência ou não de sua operação. Quanto mais profissionais “na média” você tiver, pior será o resultado de suas empresas. A meu ver, a escassez impulsiona a capacidade humana de produzir inovações. Hoje, na gestão pública, vejo que as maiores realizações derivam justamente da capacidade de gerir na escassez. Sobretudo, pelo fato de que os recursos são limitados e as demandas quase infinitas.
Sempre que assumo uma nova operação de gestão, a primeira pergunta que faço é: “Quais são os botões mais importantes que devo apertar?”, faço isto em alusão como se estivesse num enorme avião e tivesse que pilotar ele para não cair. Diante de dezenas de botões, quais são os mais importantes? Para gerir na escassez é fundamenta escolher de forma assertiva as prioridades.
A pior escassez com a qual todos nós nos deparamos é o tempo. A questão é: somos na verdade produtivos ou atarefados? A receita para esta importante escassez é a DISCIPLINA.
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