Na análise do Conselho Fiscal rubro-negro, a gestão de Ivã de Almeida e Agenor Gordilho Neto fechou contratos “não razoáveis” com o técnico Vagner Mancini e com o diretor de futebol Cleber Giglio para salvar o time do rebaixamento no ano passado.
O CORREIO teve acesso exclusivo ao parecer, entregue à avaliação do Conselho Deliberativo em junho, quando o colegiado rejeitou as contas de 2017. O documento ainda não foi divulgado no site oficial do rubro-negro.
O principal órgão fiscalizador do clube ainda aponta a ausência de planejamento ao contratar Petkovic, que mudou de função três vezes e assinou dois contratos em 79 dias de trabalho. Com a demissão dele, em julho, o clube acabou pagando valor dez vezes maior do que o planejado – e equivalente a um ano inteiro de trabalho do sérvio.
No parecer, que se alonga por 37 páginas, ainda há detalhes de gastos com o futebol na ordem de R$ 21 milhões acima do que foi orçado para a temporada. O Leão gastou quase R$ 7 milhões apenas com rescisões contratuais, o que contribuiu para o caixa do clube ter perdido mais de R$ 23 milhões em apenas um ano.
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