A democracia permite a participação do cidadão no processo de escolha dos representantes em todos os espaços de poder, através do voto. A escolha é resultado da afinidade ou não pelo discurso ideológico e propostas do candidato, sem contar com a investigação da vida pregressa. Diante disso, o cidadão é livre para escolher o político que mais o representa.
O que tem acontecido, agora com mais intensidade, tanto nas redes sociais - Facebook e Instagram, assim como nos grupos de WhatsApp é a intolerância as opiniões que se divergem, para eleger o novo presidente do Brasil, no segundo turno.
Conflitos, discussões regadas a ódio e agressões verbais tem dissipado amizades e famílias. Uma leitora do Mais Região, que preferiu preservar sua identidade, relatou sua preocupação com o rumo das discussões políticas que tomou conta do grupo de WhatsApp da família. “Sinceramente me sinto muito preocupada com a falta de respeito dentro da minha própria família. As pessoas estão alteradas e acaba falando o que não deve, ofendendo e se rendendo ao ódio”, comenta.
Para uma professora, que também preferiu não se identificar, aceitar a existência de pontos de vista diferentes, conviver com a liberdade de expressão de opiniões contrárias faz parte da democracia. “Acredito que nesse tempo de eleição o pessoal só está exercitando a falta de empatia e intolerância com o outro, assim como suas ideias e crenças. O desrespeito praticado diariamente se reflete nas brigas por opiniões políticas divergentes”, destaca.
Segundo a jornalista Maíra Lima, as ideologias se divergem mais porque algumas dessas estão diretamente ligadas ao comportamento religioso. “Se tal comportamento não vai de acordo com determinados princípios que alguém ditou que não é o correto. Então, tal ideologia está errada, não contribui de nenhuma forma para sociedade e por isso que estamos vivendo esse momento de caos”, observa.
Morte por motivação política
Um homem foi morto com 12 facadas nas costas, em um bar no Engenheiro Velho de Brotas, em Salvador, na madrugada desta segunda-feira. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA), o mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, conhecido como Moa do Katende, foi atacado após uma discussão política.
O autor do crime, identificado como Paulo Sérgio Ferreira de Santana, de 36 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar.
A confusão teria começado por volta das 2h40 da segunda-feira (8), após um homem gritar palavras de apoio ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL). O mestre de capoeira teria respondido que, ali, as pessoas preferiam o Partido dos Trabalhadores (PT).
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