O brasileiro François Patrick Nogueira Gouveia pegou como pena prisão perpétua pela morte dos tios e de dois primos em 2016, na Espanha. A sentença foi dada nesta quinta-feira (15), no tribunal de Guadalajara, lida pela juíza Maria Elena Mayor Rodrigo.
O crime aconteceu na cidade de Pioz, onde Patrick morava com a família. Ele está detido desde 2016, quando se entregou e confessour ter matado e esquartejado os tios Janaína Américo e Marcos Campos Nogueiras e os primos, filhos do casal, de 1 e 4 anos. Ele foi considerado culpado pelo júri popular no início deste mês, mas a pena só foi conhecida hoje.
A prisão perpétua é a punição mais grave existente na Espanha. Segundo a lei, a cada 25 anos a pena pode ser revista. Patrick pegou a pena três vezes - pela morte de Marcos e dos primos. A pena pela morte de Janaína foi de 25 anos de prisão.
Júri
O julgamento durou de 24 a 31 de outubro e os jurados começaram a deliberar na sexta (2). Mais de 60 pessoas foram ouvidas pelo júri, incluindo familiares, policiais, médicos e psicólogos forenses. A defesa do brasileiro tinha pedido que ele fosse condenado a 25 anos de prisão, argumentando que ele tem problemas psiquícos que o fazem não responsável pelos próprio atos.
Desde o crime, em outubro de 2016, Patrick está preso. Ele matou os tios e dois primos crianças no chalé onde a família brasileira vivia. No último dia do julgamento, ele pediu desculpas aos parentes novamente e diz que também sofre com tudo que aconteceu. Ele disse que seu túmulo foi "cavado" desde quando era criança e que gostaria de ter um tratamento médico para seus problemas psiquiátricos.
Deformação no cérebro
A defesa do brasileiro apresentou um laudo médico que atesta que ele tem deformações no cérebro que afetam a área de tomada de decisões, contribuindo para que tenha crises de raiva. Ele passou por exames de tomografia e radiografia que detectaram a anomalia, segundo os advogados. O júri, contudo, não aceitou a tese.
“Patrick é uma pessoa com um tremendo mal e deve ser punido com prisão permanente. Não tenham medo, pois a prisão permanente é revisável", disse a promotora Rocio Rojo em sua argumentação.
Ela afirmou que não há nenhuma dúvida de que Patrick cometeu a chacina, algo que sempre confessou. Para ela, o crime foi cometido de maneira impulsiva.
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