Apesar dos problemas ofensivos, a seleção encerra 2018 com um balanço positivo do ponto de vista defensivo. O time sofreu apenas três gols no ano, a melhor média da história. Os bons números esbarram numa coincidência infeliz: os dois gols que o time sofreu diante da Bélgica significaram a eliminação nas quartas de final da Copa da Rússia.
Algumas mudanças já estavam previstas em relação ao time que enfrentou o Uruguai. Com Marcelo lesionado, Alex Sandro assumiu a lateral esquerda - Filipe Luís foi titular contra o rival sul-americano. Paulinho ganhou uma vaga no meio-campo; Marquinhos e Pablo formaram a zaga.
O jogo
A seleção brasileira teve muitas dificuldades para criar jogadas no primeiro tempo. É um problema recorrente, que vem desde a Copa do Mundo. Além da lentidão na troca de passes e da pouca movimentação dos atacantes, outro fator foi decisivo para a atuação ruim do time de Tite. Aos 6 minutos, Neymar sentiu um problema muscular na virilha após uma finalização e foi substituído imediatamente. Richarlison entrou em seu lugar. Neymar saiu caminhando, mas sua participação nos próximos jogos do PSG pode ser comprometida.
Em função da falta de criatividade do Brasil, a seleção de Camarões conseguiu fazer um jogo equilibrado. O time dirigido por Clarence Seedorf mostrou organização tática e boa troca de passes. Dificilmente, o time africano dá um chutão. Por outro lado, faltou finalização.
O atacante Richarlison se consolidou como o melhor jogador da seleção nos dois últimos amistosos. Ele entrou com velocidade, apostando nas jogadas individuais. No final do primeiro tempo, ele acertou uma cabeçada perfeita e abriu o placar após cobrança de escanteio. Foi seu terceiro gol pela seleção. Outro destaque individual foi o volante Allan, do Napoli.
Camarões também conseguiu resolver o problema de falta de finalização. No cruzamento de Ekambi, o atacante Bahoken apareceu livre na entrada da pequena área, mas desviou para fora. Foi a melhor chance camaronense no jogo.
A seleção voltou com maior velocidade e dinamismo no segundo tempo. Com Gabriel Jesus no lugar de Firmino, o ataque se mostrou mais participativo. No início do segundo tempo, a defesa de Camarões mostrou uma velha deficiência dos times africanos: a fragilidade defensiva. Após cobrança de tiro de meta por Ederson, o goleiro Ondoa saiu do gol. Gabriel Jesus foi inteligente, protegeu e Richarlison finalizou na trave. Aos 22 minutos, Arthur chutou de longe e acertou o travessão. Novamente, Ondoa ficou procurando a bola.
Na metade final, Tite decidiu fazer mais experimentações e escalou Douglas Costa e Walace. Os dois procuraram o jogo, mas tiveram participação razoável. No final do jogo, o goleiro Ondoa conseguiu se redimir da insegurança dos lances anteriores com duas grandes defesas aos 42 minutos, após finalizações de Gabriel Jesus e Richarlison.
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