Gestores de hospitais, clínicas e laboratórios conveniados ao Plano de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos da Bahia (Planserv) fizeram uma assembleia na tarde desta quarta-feira (19) que deliberou a limitação dos atendimentos de pacientes do Planserv de acordo com as cotas repassadas pelo estado para os hospitais e clínicas que atendem pacientes que têm o plano dos servidores.
Segundo o presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb), Mauro Adan, também foi deliberada a elaboração de uma nota pública para “esclarecer a real situação do Planserv para os servidores. Hoje o plano tem uma dívida de R$100 milhões com diversas entidades e isso está atrapalhando inclusive o pagamento dos médicos”.
Atualmente, o plano de saúde atende a 500 mil trabalhadores e terá redução de R$ 200 milhões nos repasses do Executivo devido ao projeto enviado pelo governador Rui Costa para a Assembleia Legislativa e aprovada pelos deputados no último dia 2 deste mês. O repasse do governo no Planserv reduziu de 4% para 2% - ou seja, caiu pela metade.
Durante o lançamento da revista Terra-mãe, que aconteceu na manhã desta quarta-feira (19), o governador negou a existência da dívida e classificou como um boato gerado por conta de uma disputa econômica para alcançar parte do orçamento do Planserv. O chefe do executivo afirmou que o Planserv é o “melhor, mais abrangente e mais barato plano de saúde [entre os servidores] de todos os estados brasileiros”.
Questionado pela reportagem do CORREIO sobre a negativa acerca da dívida, Mauro Adan afirmou que o secretário da Administração do Estado (Saeb), Edelvino Góes, confirmou a existência da dívida em reuniões com a Ahseb e “pediu um tempo só para encontrar uma forma de realizar o pagamento”.
“Estamos buscando o caminho do entendimento. A Saeb não tem dado espaço para nós conversarmos. Não agenda reunião para tratar do passado, que é a dívida, nem do futuro para saber como o plano vai continuar agora que tem 2000 milhões a menos de orçamento”, aponta Mauro Adan.
O CORREIO entrou em contato com a Saeb questionando sobre a existência ou não da dívida no plano de saúde estadual e os efeitos das medidas anunciadas pelos prestadores de serviço, mas não teve retorno até o fechamento da matéria.
Na última terça-feira, a pasta divulgou nota classificando a dívida como inverídica. Confira a íntegra da nota:
“Em resposta aos questionamentos deste veículo, a Secretaria da Administração do Estado (Saeb) esclarece que é inverídica a informação de que o Planserv possui uma dívida de mais de R$ 100 milhões com seus prestadores de serviços de saúde. A Saeb esclarece também que, ao lado da Procuradoria Geral do Estado (PGE), está prestando todas as informações solicitadas pelo Ministério Público.”
Ensino Superior Inscrições para o vestibular da Uneb terminam na próxima semana
Operação Integrada Bahia terá reforço da Polícia Civil em todos os municípios durante as Eleições 2026
Mobilidade Ônibus intermunicipais, ferry boat e lanchinhas: transportes da Bahia serão gratuitos nas Eleições 2026
Grave acidente Carretas colidem na BR-101, em Alagoinhas; motorista fica preso às ferragens
Saúde Em apenas um ano, tirzepatida, do Mounjaro, chega ao 2º lugar entre os medicamentos que mais faturaram no Brasil
Combate ao crime Bahia transfere cinco líderes de facções para presídios federais de segurança máxima