Os mais de 43 mil tricolores presentes na Fonte Nova voltaram para casa com um gosto amargo após o primeiro clássico do ano. O Rubro-Negro arrancou um empate que para muitos teve cara de vitória, pelas circunstâncias da partida e recentes apresentações das duas equipes neste início de temporada. Com casa cheia, torcida única e todos os ingredientes de um grande jogo, a partida terminou empatada em 1×1.
O JOGO
Como esperado, o jogo começou com o Bahia pressionando o rival e aproveitando as limitações do Leão nas tentativas de contra-ataque. A pressão deu resultado aos 18 minutos, quando Gilberto, de bicicleta abriu o placar, fazendo a Arena tremer. Ali poderia ter início a tão esperada goleada que os tricolores prometiam.
Na sequência, Rogério perdeu uma chance clara de ampliar o marcador, o que acabou dando esperança a equipe comandada por Marcelo Chamusca, que voltou diferente na segunda etapa e equilibrou as ações. Até que Matheus Rocha, acertou o ângulo da meta do goleiro Douglas e empatou para o Leão da Barra. Daí para frente, apesar de muita transpiração, houve pouca inspiração. A equipe do Bahia, embora mais qualificada, parecia desgastada fisicamente. Já os jogadores do Vitória, não conseguiam criar boas oportunidades. Ficou assim, tudo igual no placar, mas com sentimentos opostos entre as equipes.
ESTRÉIA DE FERNANDÃO
Fernandão foi um personagem a parte no duelo. O tão esperado retorno do centroavante, que teve boa passagem pelo Bahia em 2013, não foi dos melhores. Ainda fora da forma ideal, o atleta entrou em campo aos 35 do segundo tempo e já na sua primeira participação, fez uma falta desnecessária, sendo advertido com cartão amarelo. Visivelmente sem ritmo, o atacante não conseguiu dar sequência as jogadas e mostrou que o técnico, Enderson Moreira, tinha razão quando falou sobre o momento do parceiro de Gilberto no ataque tricolor.
PAREDÃO DO LEÃO
O goleiro Ronaldo teve atuação marcante, salvando o Vitória com boas defesas e segurando o ímpeto do ataque tricolor. Mereceu até elogios do treinador, durante a coletiva, que chegou a creditar o empate a boa atuação do guarda-redes rubro-negro.
O RESULTADO
Após o apito final, era possível perceber a frustração do torcedor tricolor, e um certo alívio dos rubro-negros com a igualdade no placar. Embora a diferença nos elencos fosse clara, o resultado do encontro foi traduzido na velha máxima do futebol: clássico é clássico.
Os torcedores do Vitória se mostraram contentes com o desempenho da equipe no clássico, apesar das deficiências da equipe. Para Darlan Filipe, morador do bairro da Federação e torcedor fanático do Leão da Barra, o resultado do jogo foi satisfatório. “Foi bom pelo enredo da partida. Bahia jogando em casa, torcida única e time tecnicamente melhor que o do Vitória. O Leão soube se defender e aproveitar alguns contra-ataques, mas precisa melhorar muito”, contou. Já Jamerson Silva, tricolor e morador de Cajazeiras, achou o resultado amargo. “Para o Bahia, o resultado foi frustrante, porque perdeu a oportunidade de acabar com a última “bengala” do Vitória que é o “papinho” das goleadas”, lamentou.
O próximo compromisso do Vitória será na próxima quarta-feira (6), quando o Leão encara o Jequié, às 19h30, no Barradão, pela quarta rodada do Campeonato Baiano. Já o Bahia, encara o Atlético de Alagoinhas, também na quarta, no Carneirão, às 21h15, pela mesma competição.