Existem alguns fatores determinantes para a adesão ao exercício físico, isto é, motivos para que alguém comece a se exercitar. Você consegue adivinhar qual é, atualmente, o principal motivo para que as pessoas iniciem um programa de exercícios físicos?
Se você disse saúde ou qualidade de vida, meus parabéns! Mas eles ainda não estão na liderança. A preocupação com os ditos “padrões de beleza” ainda é mais preponderante do que outros fatores. Mas isso tende a mudar. Diversos artigos apontam que a qualidade de vida e promoção da saúde, que há alguns anos tinham pouca relevância para o público em geral, hoje são o segundo lugar na lista de motivos para adesão ao exercício físico, com uma diferença bem pequena do primeiro colocado.
Espera-se, mesmo em nossa sociedade midiática, que valoriza tanto o corpo esbelto e musculoso, que a relevância da qualidade de vida continue crescendo. Mostrando que a estética é, na verdade, uma consequência positiva do treinamento e não o seu objetivo final.
Além desses fatores, a sociabilização, a melhora da autoestima, a diminuição do estresse, o ambiente diferente e a quebra da rotina, também são quesitos importantes para que as pessoas comecem a se exercitar.
Mas nós sabemos que não é fácil! Ter uma vida fisicamente ativa e saudável significa lutar contra 200 mil anos de evolução da espécie Homo Sapiens. O nosso DNA carrega a informação de que quanto mais economizarmos energia e consumirmos calorias, maiores as chances de sobrevivermos. Por isso nosso cérebro entende que é prazeroso ficar sedentário e comer alimentos hipercalóricos.
Só que os tempos mudaram, nossa espécie não enfrenta mais animais selvagens, nem vive em cavernas passando por jejuns severos, não sofremos mais com a falta de alimentos nos períodos de inverno e nem precisamos de energia para caminhar muitos quilômetros por dia, enquanto peregrinamos em busca de um novo local para colher, pescar e caçar.
Nosso DNA e nosso cérebro tendem a nos deixar sedentários e, consequentemente, obesos. Não porque são os vilões, mas porque eles entendem isso como parte da sobrevivência do indivíduo, e é por isso que precisamos agir contra essa corrente.
Às vezes a rotina nos impede, o cansaço, a falta de um lugar adequado ou de informação. Eu entendo e, realmente, não é só querer, nada é tão simples assim, do contrário todo mundo seria saudável e teria corpaço. Mas toda caminhada começa com o primeiro passo, e ele não precisa ser tão grande assim. Comece tentando mudar alguns hábitos, como subir escadas ao invés de pegar o elevador, tenho certeza que achará alguma coisa que pode ajustar para se aproximar de todos aqueles benefícios que apontei no meu primeiro texto.
Após o primeiro passo, vai perceber que o segundo e o terceiro se tornarão mais fáceis, mas não se cobre demais! Crie pequenas metas, atingíveis e realistas, porém desafiadoras e específicas para você. Não queira se comparar com ninguém, só você sabe as dificuldades que passa e só você pode superá-las, no seu tempo e à sua maneira.
Se existir a possibilidade de seguir um programa de treinamentos, seja na academia, seja aula de funcional, seja algum esporte, ou o que lhe agradar mais, é muito importante buscar o auxílio de um profissional de educação física qualificado para lhe dar as orientações corretas e lhe ajudar no que for necessário.
Todos podemos descobrir um exercício favorito e ficar surpresos em relação ao bem que ele nos faz.
Até o próximo mês!
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