A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos será a primeira estatal privatizada entre as 17 companhias que apareceram na lista anunciada ontem (21) pelo ministro da economia, Paulo Guedes. A informação foi confirmada pelo presidente Jair Bolsonaro também nesta quarta-feira, segundo informa o Estado de S.Paulo.
O presidente disse que a empresa de entregas será o ponto de partida no movimento das privatizações enquanto saída do Palácio da Alvorada. Ao ser questionado por jornalistas se a mudança ocorreria ainda este ano, o chefe de estado comentou que esse é "um processo bastante longo" e que precisa de aprovação do Congresso.
A privatização dos Correios e de outras estatais brasileiras faz parte do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) do governo. A lista de empresas que devem ser vendidas também inclui nomes como a Telebrás, a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores, Casa da Moeda e Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
De acordo com o ministro da economia, Paulo Guedes, as empresas fazem parte de uma primeira leva de privatizações, processo que deve ser expandido a partir do ano que vem.
Apesar da vontade do ministro e o apoio do presidente, todo o processo de privatização também precisa ser aprovada pelo Congresso. No caso dos Correios, segundo aponta o Canaltech, seria necessário que pelo menos três quintos dos políticos, em duas rodadas, votem a favor de uma PEC para alterar a Constituição e liberar a empresa para a venda.
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