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Dias d'Ávila PT

PT municipal cogita candidatura própria em Dias d’Ávila

A presidenta do diretório municipal do PT no município, Gildete França recebeu a equipe de reportagem do Mais Região na sede do PT

16/03/2020 20h36 Atualizada há 6 anos atrás
Por: Redação Fonte: Redação
PT municipal cogita candidatura própria em Dias d’Ávila

Faltando pouco mais de sete meses para as eleições municipais de 2020, os partidos já se mobilizam entre reuniões e novas perspectivas sobre os futuros candidatos que deverão apoiar durante a campanha política. Em Dias d’Ávila, o Partido dos Trabalhadores, no qual a atual prefeita Jússara Márcia está filiada, estuda a possibilidade de lançar uma pré-candidatura própria.

 A presidenta do diretório municipal do PT no município, Gildete França recebeu a equipe de reportagem do Mais Região, na tarde desta segunda-feira (16), para uma conversa sobre a conjuntura política da cidade e os rumos que o partido pretende dar, entre eles novos apoios que serão definidos no próximo sábado (21), durante reunião com os candidatos a vereadores.

 Durante a entrevista, Gildete cogitou lançar um nome para disputar a cadeira no executivo e acredita que se o partido decidir o candidato ou a candidata, a prefeita Jussara respeitará a ideia, mesmo tendo lançado o vice-prefeito Geraldo Requião (PSD) como pré-candidato.

 Entre outros assuntos abordados, a presidente falou sobre a permanência do Júnior de Araci e Renato Henrique no PT, da representatividade feminina, apoio de Rui Costa ao possível pré-candidato do partido, além de avaliar o mandado de Jussara.

 

Leia a entrevista na íntegra

 

Mais Região: O PT tem dois vereadores na Câmara Municipal, Júnior de Araci e Renato Henrique. Eles continuam no partido?

Gildete França: Segundo as informações, ele [Junior de Araci] sai. Particularmente eu gostaria que ele saísse. É um vereador que não nos representa. Fica difícil que um vereador do Partido dos Trabalhadores fazer campanha para Bolsonaro. Gostaria muito que ele tivesse sensibilidade e saísse do partido e evitar um desgaste maior.

 

MR: E o vereador Renato?

O Renato não fez campanha para o Bolsonaro, o Júnior fez.  Eu não gostaria de enfatizar a questão do Renato.

 

MR: Quais os candidatos que o PT vai lançar?

Não gostaria de divulgar os nomes, mas, são 23 candidatos que irão disputar as eleições para vereador.

 

MR: O PT pretende lançar um pré-candidato?

 A gente não decidiu, mas possivelmente iremos lançar candidatura.

 

MR: E a se o partido decidir lançar um nome, como ficaria a situação com a prefeita Jussara?

 A prefeita entende que o partido é democrático e o que se discute em suas bases e as demandas devem ser respeitadas. Ela é do partido e sabe como funciona. O partido decide através do voto e mesmo que não agrade, temos que respeitar.

 

MR: Qual avaliação que você faz do governo de Jussara?

 Na gestão houve avanços, não foi o avanço esperado. Há de convir que houve uma melhora significativa na saúde e na educação. Na educação, quando tínhamos um representante do PT na pasta, sempre foi uma secretaria democrática e sempre levou em consideração o menos favorecido.

 

MR: Um ponto negativo?

 Não ouvir a população. Acho que não houve a participação popular. O governo falhou neste ponto, não se dedicou em ouvir mais as organizações e associações.

 

MR: O que esperar do governador Rui Costa, com relação a Dias d'Ávila, já que existe uma pré-candidatura ligada a ele?

Rui Costa vai fazer uma avaliação muito profunda. Uma coisa é ser PT e outra é ser agregado. Eu acho que pela sensibilidade que tem Rui Costa, ele estará do nosso lado, porque ele é petista.

 

Sobre a participação da mulher... como o PT está trabalhando para aumentar a representatividade feminina na política diasdevilense?

Estamos trabalhando para ampliar ainda mais o espaço da mulher no PT. Não basta ter números, é importante ter atuação. Queremos mulheres que tenham uma representatividade e que defendam realmente a causa. Não basta ser candidata, tem que ser atuante. Não basta ser vereador é preciso abraçar a causa do trabalhador. Nosso candidato tem que ter compromisso com a causa trabalhadora.Não ouvir a população, eu acho que não houve a participação popular. O governo falhou neste ponto, não se dedicou mais em ouvir as organizações, as associações.

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