O vereador de Dias d'Ávila, Renato Henrique (PP), teve sua conta do aplicativo de mensagens WhatsApp hackeada na manhã desta segunda-feira (13). O responsável pela fraude está usando o acesso a conta pessoal do parlamentar para pedir dinheiro aos contatos salvos na ferramenta.
"Me ligaram dizendo que precisava confirma uma reunião com um deputado e que eu tinha que enviar um código que ele tinha me enviado. Na agonia, acabei passando o código e na mesma hora meu 'zap' saiu do meu celular", disse Renato ao Mais Região.
"Ele está mandando mensagem para todo mundo pedindo dinheiro", alertou o vereador.
Em uma das conversas, o golpista se passa pelo vereador e pede à um dos contato R$ 3.670,00 emprestado, alegando que estaria com problemas na conta.
Ter o WhatsApp clonado tem se tornado cada vez mais recorrente no Brasil. Um levantamento feito pela empresa de cibersegurança PSafe estima que, a cada dia, 23 pessoas seriam vítimas dessa modalidade de golpe em todo o país. Além disso, o aplicativo do dfndr security detectou 134 mil tentativas do golpe de hackear WhatsApp à distância no primeiro semestre de 2019.
Como clonar WhatsApp? Entenda o processo de clonagem
Para realizar o golpe, é preciso ter em mãos o celular da pessoa cujas mensagens serão monitoradas. Ou seja, não é possível clonar o WhatsApp à distância só com o número telefônico, o que indica como medida de segurança atenção quanto a abordagens suspeitas em celulares. Isso porque os aplicativos para clonar WhatsApp funcionam a partir da leitura de um QR Code, que será escaneado no smartphone da vítima, seguindo o mesmo procedimento de login no WhatsApp Web.
Após a leitura do código, os apps de clonagem espelham as conversas da vítima no celular do invasor. Vale lembrar que aplicações desse tipo são de procedência duvidosa e podem abrir brechas de segurança em quem deseja invadir o WhatsApp de terceiros.
Apesar de o modo de funcionamento dessas ferramentas ser parecido com o do WhatsApp Web, o usuário não recebe nenhuma notificação alertando sobre o clone. Assim, a vítima continua conversando normalmente, sem desconfiar que alguém está de olho nas mensagens. A versão para navegadores do mensageiro, porém, informa a quantidade de sessões ativas na conta.
Outra forma de clonar o WhatsApp é a partir do código de verificação enviado pelo próprio mensageiro. Nessa modalidade de golpe, criminosos entram em contato com as vítimas pelo número de celular disponibilizado em sites de vendas como OLX e Zap Imóveis. Na mensagem, eles informam que há reclamações referentes ao contato do cliente e pedem que a pessoa confirme a própria identidade, fornecendo o código que será enviado por SMS. Quando a vítima fornece a combinação que chega ao aparelho, e os golpistas conseguem ativar o WhatsApp em um novo dispositivo e clonar a conta.