O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (7), em sua transmissão semanal nas redes sociais, que o governo federal não impedirá a imunização contra a Covid-19 em clínicas privadas.
"Não vamos criar problema no tocante a isso aí. Quem quiser comprar lá fora e vender aqui, tudo bem. Da nossa parte, vamos oferecer de forma universal, gratuita e não obrigatória", disse Bolsonaro.
Ao lado do presidente, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ponderou a prioridade dos contratos e da importação de vacinas será o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ele citou, também, que as entidades privadas só poderão adquirir vacinas que sejam autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
No começo da semana, uma associação de clínicas particulares anunciou um acordo para compra da Covaxin, vacina da indiana Bharat Biotech. O laboratório, no entanto, não faz testes no Brasil e tem um caminho mais longo antes da liberação.
Voto impresso
O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a implementação do voto impresso, um sistema em que um comprovante em papel seria liberado em um recipiente acoplado à urna eletrônica após a votação.
Um projeto de lei aprovado nesse sentido não foi implementado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que o considerou inconstitucional. Para que a regra valha nas eleições de 2022, Bolsonaro defendeu a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) apresentada pela deputada Bia Kicis (PSL-DF).
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