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Pesquisa de IF Baiano usa árvore de mangaba para sarar feridas de diabéticos

A ideia foi desenvolvida pelo estudante João Pedro de Oliveira após acompanhar o caso da avó dele que sofria com úlceras cutâneas nas pernas, tipo de ferida que lesiona a pele e a faz perder camadas superficiais.

15/03/2021 15h01
Por: Keila Abreu Fonte: Bahia Notícias
Reprodução/ Desconhecida
Reprodução/ Desconhecida

Um projeto desenvolvido por um estudante de ensino médio do Instituto Federal Baiano [IF Baiano] de Catu, no Agreste baiano, vai receber R$ 200 mil. A iniciativa usa látex da árvore da mangaba para criar um produto que ajude na cicatrização de feridas em pessoas com diabetes. O projeto foi chamado de“Cicatribio”. A ideia foi desenvolvida pelo estudante João Pedro de Oliveira após acompanhar o caso da avó dele que sofria com úlceras cutâneas nas pernas, tipo de ferida que lesiona a pele e a faz perder camadas superficiais. 

“Em uma conversa com colegas da região da cidade de Crisópolis, no nordeste da Bahia, observei que as pessoas da região usavam o látex da planta do pé da mangaba para o tratamento de problemas estomacais. Esse processo necessitava da realização de cortes do caule da planta. Percebi que assim que fazia o corte, logo a planta estancava o látex e meio que ‘cicatrizava’ o caule. Foi aí que formulei a hipótese: será que o látex de mangaba pode ser usado para auxiliar na cicatrização de ferimentos e ajudar a minha avó a ser curada destas enfermidades?”, conta João. O projeto agora vai para as últimas etapas de estudo antes de o produto ser colocado à venda. Segundo a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), recentemente, a iniciativa ganhou cerca de R$ 200 mil a partir de um edital do Ministério da Educação (MEC), o Empreendedor Inovador.

O montante servirá para a conclusão da pesquisa, testes e comercialização do produto. “Quando chegarmos ao fim das fases e estivermos com os produtos formulados e disponíveis no mercado, poderemos auxiliar a população com uma problemática que atinge milhares de pessoas no mundo todo. Os ferimentos difíceis de cicatrizar causam enormes transtornos para a sociedade. São gastos milhões de reais anualmente no SUS para tratar pessoas com ferimentos graves e difíceis de cicatrizar. Este projeto tem o intuito de auxiliar as pessoas e os profissionais de saúde que lidam com esta temática constantemente”, disse o professor Saulo Capim, que orienta a pesquisa. 

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