A Índia superou neste sábado 400.000 novos casos de coronavírus em 24 horas, o primeiro país a atingir este número de contágios diários durante a pandemia.
O ministério da Saúde informou que nas últimas 24 horas foram registrados 401.993 novos casos, o que eleva o total de infectados desde o início da pandemia a 19,1 milhões. Também foram registrados 3.523 mortes por covid-19, o que deixa o balanço total em 211.853 óbitos.
Muitos especialistas afirmam que os números reais são muito mais elevados porque a Índia não consegue fazer testes de diagnóstico suficientes e os registros sobre as causas das mortes são deficientes.
As autoridades indianas flexibilizaram as restrições na maioria das atividades no início do ano, quando o número de casos era de menos de 10.000 por dia.
Apesar do aumento expressivo de casos no fim de março, as autoridades permitiram grandes concentrações religiosas, como a Kumbh Mela, que atrai milhões de peregrinos hindus, e comícios políticos.
Apenas em abril a Índia detectou quase sete milhões de casos. Mas em relação a sua população de 1,3 bilhão de habitantes, o número de contágios é relativamente baixo na comparação com outros países.
Em mais uma tragédia, 16 pacientes de covid-19 e duas enfermeiras morreram neste sábado no incêndio de um hospital em Bharush, no estado de Gujarat (oeste).
No momento do incêndio, o hospital de quatro andares tinha 50 pacientes internados.
“As primeiras informações da investigação revelam que o incêndio foi provocado por um curto-circuito na UTI do hospital”, afirmou à AFP Rajendrasinh Chud, da polícia local.
Este foi o mais recente incidente do tipo no país. Em 23 de abril, 13 pacientes de covid-19 morreram em um incêndio na região de Mumbai. Poucos dias depois, 22 pessoas faleceram em outro incêndio no estado de Maharashtra.
O mesmo estado já havia registrado uma tragédia que matou 22 pacientes de coronavírus, quando um incidente interrompeu o fornecimento de oxigênio.
O sistema de saúde indiano enfrenta problemas crônicos de falta de financiamento e a pandemia provoca uma escassez crítica de oxigênio, medicamentos e leitos de hospital. Em muitas regiões, os pacientes morrem nos arredores dos hospitais sem conseguir uma internação.
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