Autor confesso do assassinato da idosa Maria Helena Mazzei, de 67 anos, encontrada com sinais estrangulamento e violência sexual no Ondina Apart Hotel, Cristian de Jesus Santos, 23, tomou café e banho de piscina nas dependências do hotel após o crime. Segundo funcionários e moradores, imagens das câmeras registraram tudo.
“As câmeras pegaram ele circulando livremente pelas dependências do apart-hotel, inclusive tem imagens dele na piscina circulando em grupos de WhatsApp”, contou uma das fontes, que prefere não se identificar à reportagem, que teve acesso a duas fotos que teriam sido feitas a partir do sisteme de monitoramento do hotel. Pessoas ligadas à polícia também confirmaram a informação.
A reportagem manteve contato com a administração do hotel e aguarda resposta. A Polícia Civil também foi procurada para saber se tem conhecimento da situação. Mais cedo, a administração do Ondina Apart informou que faria uma reunião nesta sexta-feira para falar sobre a possibilidade de endurecimento das regras, porque em 35 anos "nunca houve nenhum problema do tipo no condomínio".

Cristian foi preso dentro de casa, no bairro da Liberdade, após os agentes analisarem as imagens de câmeras de segurança do apart-hotel onde aconteceu o crime.
Cristian trabalhava no prédio como pintor, bateu na porta e pediu água. Quando a idosa retornou, ele forçou a entrada e cometeu os crimes. A perícia no local encontrou marcas de violência no pescoço da idosa, o que indica que ela pode ter sido esganada até a morte. Cristian foi autuado em flagrante por roubo, estupro e homicídio.
Reservada e educada
O crime chocou as pessoas do um apart hotel que conheciam a idosa. “Sempre foi uma senhora tranquila. Vinha, fazia de tudo aqui no salão e depois ia para casa na maior serenidade. Terrível isso o que aconteceu com ela", disse um funcionário de um salão de beleza que fica no andar térreo no hotel. Ela era uma cliente antiga. "Ela esteve aqui há 15 dias, mas há anos que ela fazia o cabelo aqui com a gente. A família dela toda só corta aqui, inclusive a filha dela veio aqui ontem", contou.
Uma funcionária de um restaurante de comida a quilo disse que ficou sabendo da notícia logo cedo, com a movimentação dentro do hotel. “Estranhei o entra e sai de gente no início da manhã. Era a polícia atrás de informações. Uma a faxineira viu quando eles (policiais) comentaram que mataram a idosa para roubá-la”, comentou. Ela relatou que a vítima já tinha ido algumas vezes ao restaurante. "Lembro dela. Uma senhora branca e alta. Às vezes, quando não queria comer a comida do hotel, ela vinha para cá. Falava pouco ", contou.
A dona de uma loja que funciona no também no andar térreo disse que ficou sabendo da situação através dos noticiários. “Fiquei estarrecida, pois a conhecida. Era uma mulher bonita, forte e reservada”, disse. Ela pontua a segurança do hotel. “Aqui é tudo cheio de câmera. Quem é de fora e quer ter acesso, tem que ser fotografado e apresentar a identidade na recepção. Mas nem sempre é assim. Tem gente que não é hóspede, não é morador, sequer comprador, mas põe os carros aqui para correr na orla, ir à academia e depois fica circulando no hotel. Os seguranças ficam com receio de abordar, porque as pessoas na maioria das vezes estão bem-vestidas", pontuou.
A família de Maria Helena preferiu não comentar o assunto. O corpo dela foi sepultado ontem à tarde no Cemitério Jardim da Saudade.
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