Tropas russas invadiram há pouco a zona proibida de Chernobyl, enquanto o Exército ucraniano luta para impedir que a antiga usina nuclear desativada seja tomada. A informação foi divulgada por lideranças ucranianas nesta quinta-feira (24).
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que seus militares estão resistindo no local, “sacrificando suas vidas para que a tragédia de 1986 não se repita”, em referência ao maior acidente nuclear da história da humanidade, que fez com que a cidade de Chernobyl ficasse inabitada até os dias atuais.
Segundo o ministro do Interior da Ucrânia, caso o conflito na região danifique os coletores de lixo nuclear, a poeira radioativa pode se espalhar pela Ucrânia, Belarus e por países da União Europeia. Zelensky disse que a ordem de invadir Chernobyl é uma declaração de guerra de Putin a toda a Europa.
O ministério das Relações Exteriores da Ucrânia também se pronunciou sobre a invasão e reforçou que, “se a Rússia continuar a guerra, [o desastre de] Chernobyl pode acontecer novamente em 2022”.
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