Após a repercussão nacional das agressões sofridas por parte de um personal trainer na cidade de Planaltina, no Distrito Federal, no último dia 9 de março, Givaldo Alves de Souza, 48 anos, afirmou perdoar seu algoz. Ele vive em situação de rua desde o final do ano passado. Em nova entrevista, ele também comentou ter medo de ser incriminado.
Ao UOL, Givaldo disse ter ciência de que sua situação poderia ser bem pior caso não houvesse prova visual da ocorrência. "Deus é tão maravilhoso que fez aquela mulher me parar debaixo de uma câmera", disse.
Ele está recolhido em um abrigo em Ceilândia (DF) e ainda se recupera das consequências das pancadas. Ele contou que quebrou uma costela e tem dificuldades de andar e respirar e que a dor, no hospital era "insuportável.
O homem ainda detalhou o medo que sentiu durante o internamento. Ele disse ter conversado com "dois modestos senhores", que acredita serem policiais e que o teriam tranquilizado, mesmo após um aviso que ficou ecoando em sua mente: "Então, cara, você tem que cuidar. Eles querem te empurrar um estupro", teria dito um dos homens.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e, inicialmente, foi tipificado como "legítima defesa de terceiros". Isso porque o personal trainer Eduardo Alves, 31, alegou que pensou ter testemunhado um caso de estupro envolvendo a esposa, o que teria motivado a agressão. A violência sexual não foi confirmada pela investigação até o momento.
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