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Esporte Emocionante

Sufe: Tatiana Weston-Webb fatura prata no feminino; Medina fica com o bronze

Brasileiros enfrentam as condições ruins do mar mas se superam

05/08/2024 22h42
Por: Luana Velloso
Montagem / Fotos: William Lucas / COB
Montagem / Fotos: William Lucas / COB

Dia 5 de agosto de 2024 é uma data para ficar na memória dos brasileiros. Em Teahupoo, a 15 mil km de Paris, Tatiana Weston-Webb e Gabriel Medina conquistaram medalhas no surfe olímpico, marcando a primeira vez que o Brasil obteve duas medalhas na modalidade nas Olimpíadas. Tatiana Weston-Webb perdeu a final para Caroline Marks, garantindo a medalha de prata, enquanto Gabriel Medina venceu o peruano Alonso Correa, assegurando a medalha de bronze.

Pela segunda vez na história, o surfe foi disputado nos Jogos Olímpicos. Na estreia em Tóquio, Italo Ferreira levou o ouro. Nos Jogos de Paris, o Brasil começou com seis surfistas, e dois deles conquistaram medalhas em Teahupoo, na Polinésia Francesa.

Tatiana Weston-Webb enfrentou Caroline Marks, campeã da última temporada do Circuito Mundial de Surfe, na disputa pelo ouro. Em uma bateria lenta, Marks abriu vantagem com uma nota 7.50. Tatiana tentou a recuperação no final, precisando de 4.68 para virar, mas conseguiu apenas 4.50, garantindo a prata, a primeira medalha feminina do Brasil no surfe.

Já Gabriel Medina sofreu na semifinal contra o australiano Jack Robinson devido às condições do mar, mas se recuperou na disputa pelo bronze contra o peruano Alonso Correa, em melhores condições de mar. Depois de assegurar um lugar no pódio, Medina celebrou a conquista e destacou seu orgulho em representar o Brasil.

– "Treinei bastante esse ano para isso. Claro que o que faltava era a medalha de ouro, mas sou medalhista olímpico. Estou muito feliz pelo meu trabalho. Sinto que merecia muito essa medalha. Sou apaixonado pelo meu país. Estou feliz de ter representado ele muito bem. Hoje vai rodar essa imagem com a medalha no peito" – destacou Medina.

Medina evitou lamentar as condições adversas da semifinal e preferiu exaltar a conquista do bronze. "Já me deu muita alegria esse mar. Faz parte. Temos de saber lidar com o mar. Infelizmente, a primeira bateria teve poucas ondas, mas faz parte do esporte. Fico feliz, porque dei meu melhor. É isso que importa, independentemente do resultado. Começou triste, mas terminou bem. Fico feliz, amarradão" – concluiu Gabriel Medina, tricampeão mundial de surfe e agora medalhista olímpico.

Esta foi a segunda participação de Medina nos Jogos Olímpicos. Em Tóquio 2020, ele foi eliminado na semifinal em uma bateria polêmica contra o japonês Kanoa Igarashi e perdeu a disputa pelo bronze para o australiano Owen Wright. Agora, em Paris, mesmo com as adversidades, Medina conseguiu se recuperar e garantir sua medalha olímpica.

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