A quinta-feira foi de altos e baixos para o esporte brasileiro nas Olimpíadas de Paris. De positivo, uma medalha no taekwondo com Edival Pontes, que estava no grupo dos atletas que podem surpreender, e a classificação para a final do vôlei de praia com Ana Patrícia e Duda. De negativo, a derrota do vôlei feminino na semifinal e a quase medalha de Ana Marcela Cunha, quarta colocada nas águas abertas.
Assim, o Brasil chega a 15 medalhas nas Olimpíadas, duas de ouro, cinco de prata e oito de bronze, além de mais dois pódios certos: futebol feminino e Ana Patrícia e Duda, que estão na final, esperando o ouro ou a prata.
Na categoria até 68kg do taekwondo, Edival Pontes, o Netinho, faturou o bronze ao derrotar o espanhol Javier Pérez Polo em sua última luta. No vôlei de praia, Duda e Ana Patrícia passaram por cima das australianas Mariafe Artacho e Taliqua Clancy, por 2 sets a 1, e se classificaram para a final, garantindo pelo menos a prata.
As notícias negativas, no entanto, não foram poucas. No vôlei feminino, o Brasil foi derrotado para os Estados Unidos, por 3 sets a 2, e terá que se contentar com a briga pelo bronze. Nas águas, a campeã olímpica em Tóquio-2020, Ana Marcela Cunha terminou em quarto e ficou fora do pódio. Por fim, na canoagem Isaquias Queiroz e Jacky Godmann terminaram em último na final do C2 500m.
Maratona aquática - Esperança de medalha ao Brasil, Ana Marcela Cunha terminou a prova na quarta colocação e não conseguiu subir ao pódio em Paris;
Taekwondo - Representante do Brasil na categoria até 57kg, Maria Clara Pacheco caiu para a chinesa Luo Zongshi, número 1 do mundo, nas quartas de final. Como a asiática foi eliminada na luta seguinte, a brasileira não pôde disputar a repescagem. Entre os homens, Edival Pontes caiu para o jordaniano Zaid Kareem nas oitavas de final. Contudo, como seu algoz seguiu na competição, o brasileiro teve a oportunidade de disputar a repescagem e garantir o bronze na luta contra o espanhol Javier Pérez Polo;
Ginástica rítmica - Bárbara Domingos é a primeira brasileira a disputar a final do individual geral na ginástica rítmica. Ela conquistou a nota de 129.750 na soma das apresentações, ficou na oitava colocação geral e vai para a disputa da medalha;
Vela - Na categoria 470 misto, Isabel Swan e Henrique Haddad terminaram na 10ª colocação geral. No multicasco misto, Marina Ardnt e João Bulhões ficaram com a nona colocação geral. No kite masculino, Bruno Lobo, a última esperança de medalha na vela, não conseguiu se classificar para a final e o Brasil terminou sem conquistas no esporte pela primeira vez desde 1992;
Atletismo - As brasileiras Ana Caroline Silva e Lívia Avancini terminaram, respectivamente, na 23ª e 29ª colocações na qualificatória do arremesso de peso feminino e não avançaram às finais da prova. No revezamento 4x100m masculino, o time verde e amarelo formado por Renan Galina, Erik Cardoso, Felipe Bardi e Gabriel dos Santos terminou a prova em 38s73 e não alcançou o índice para a final. Na final do lançamento de dardo, Luiz Maurício da Silva alcançou a marca de 80,67 metros e terminou na 11ª colocação;
Canoagem de velocidade - Valdenice Conceição terminou na segunda colocação a qualificatória do C1 200m feminino e garantiu vaga direta às semifinais. Entre os homens, a dupla formada por Isaquias Queiroz e Jacky Godmann ficou em oitavo lugar na final da prova C2 500m e não subiu ao pódio;
Wrestling - A brasileira Giullia Penalber foi eliminada pela moldava Anastasia Nichita nas quartas de final da categoria até 57kg do wrestling estilo livre. Como sua algoz avançou na competição, Giullia terá a oportunidade de brigar pelo bronze na próxima sexta-feira;
Pentatlo moderno - A brasileira Isabela Abreu venceu dez dos 35 combates na esgrima, somou 175 pontos e ficou na última colocação na rodada de classificação;
Vôlei - O sonho da seleção feminina em conquistar o ouro nos Jogos Olímpicos de Paris ficou pelo caminho. O time verde e amarelo foi derrotado para os Estados Unidos, por 3 sets a 2, e agora lutará pelo bronze;
Vôlei de praia - Duda e Ana Patrícia estão na final olímpica, o que significa que o Brasil tem pelo menos uma prata garantida. Em um jogo emocionante, as brasileiras passaram pela dupla da Austrália, por 2 sets a 1, para recolocar o país na decisão do vôlei de praia.
É bronze!
Edival Pontes, o Netinho, escreveu seu nome na história olímpica do Brasil ao conquistar a medalha de bronze na categoria até 68kg. O paraibano havia sido derrotado nas oitavas de final para o jordaniano Zaid Kareem. No entanto, como seu algoz avançou na competição, o brasileiro teve a oportunidade de disputar a repescagem.
Na briga pelo bronze, Netinho se vingou da derrota em Tóquio-2020 para o turco Hakan Reçber. Na luta decisiva, o brasileiro passou por cima do espanhol Javier Pérez Polo para faturar mais uma medalha ao time verde e amarelo em Paris.
– Estava muito confiante de que quem passasse ali naquela primeira luta iria até a final. Nos mantivemos concentrados, confiamos no jordaniano, que é um fenômeno do taekwondo e que chegaria na final. Graças a Deus a gente conseguiu. Lutei com o turco, para quem eu tinha perdido em Tóquio, então teve também essa revanche, e está sendo muito especial esse bronze – comemorou Netinho, em entrevista à TV Globo e ao sportv.
Na base da emoção
Duda e Ana Patrícia estão na final olímpica do vôlei de praia. As brasileiras enfrentaram as australianas Mariafe Artacho e Taliqua Clancy, perderam o primeiro set, mas tiveram força para buscar a virada na sequência e fechar o jogo em 2 a 1, parciais de 20/22, 21/15 e 15/12.
A partida foi muito complicada para as brasileiras, que tiveram dificuldades para derrotar a defesa do time australiano. Mesmo com os problemas, o Brasil conseguiu impor sua força com as cortadas de Ana Patrícia na rede.
Ana Marcela Cunha fica no quase
Campeã olímpica em Tóquio-2020, a brasileira Ana Marcela Cunha ficou no quase na maratona aquática. A nadadora teve um bom início de prova, chegou a ficar no Top-3 na primeira volta no Rio Sena, mas não conseguiu acompanhar o ritmo do primeiro pelotão na segunda metade da prova.
Ana Marcela liderou o segundo pelotão, porém encerrou os 10km em 2h04min15s7, pouco menos de 35 segundos atrás da italiana Ginevra Taddeucci, medalhista de bronze. Ao fim da prova, a nadadora deixou em aberto seu futuro pensando em Los Angeles-2028.
– Não prometo nada para Los Angeles (Olimpíadas de 2028). Agora é olhar para frente, virar uma página e ver como vai ser. Minha bagagem é muito grande e vou ver o que vou fazer. Eu cheguei no meu limite, não estava mais feliz, mas graças a Deus eu tenho uma família que me apoia, eles sempre me apoiaram e acreditaram em mim.
Derrota doída
Depois de terminar a primeira fase sem perder nem um set sequer, o Brasil deu adeus à disputa pelo ouro olímpico no vôlei feminino. Em um jogo muito disputado contra os Estados Unidos, o time verde e amarelo acumulou erros individuais, enfrentou diversas instabilidades e foi derrotado, por 3 sets a 2 (25/23, 18/25, 25/15, 23/25, 15/11), na semifinal.
Na saída de quadra, a capitã Gabi assumiu a responsabilidade pelo tropeço em Paris. Agora, o Brasil encara a Turquia, no sábado, valendo a medalha de bronze.
– Comecei a partida muito mal, principalmente ofensivamente, então coloco muito dessa derrota nas minhas costas, por não ter conseguido ajudar a equipe como eu vim ajudar – disse Gabi.
Agora, faltando três dias para o fim, o Brasil é favorito a mais três medalhas: ao bronze no vôlei feminino e ao pódio com Alison dos Santos nos 400m com barreiras e Isaquias Queiroz na canoagem velocidade. Assim, em teoria, a projeção é que o Brasil chegue a 20 medalhas, uma a menos que o recorde, alcançado em Tóquio.
A questão é o número de ouros. Até o momento, a quantidade - apenas duas - preocupa, já que é, até o momento, o pior resultado em 24 anos nesse quesito. Claro que há ainda possibilidades, com as finais do vôlei de praia e futebol, além de outros atletas na briga.
Para chegar ao recorde de medalhas, o Brasil precisa, além de confirmar os três pódios em que é favorito, mais duas medalhas-surpresa. Veja as possibilidades.
FAVORITOS AO PÓDIO (3)
Alison dos Santos (400m com barreiras)
Isaquias Queiroz (C1 1000m)
Vôlei feminino
CANDIDATOS AO PÓDIO (2)
Conjunto de ginástica rítmica
Carol Santos "Juma" (taekwondo)
PODEM SURPREENDER (9)
Revezamento 4x400m atletismo masculino
Almir Cunha (salto triplo)
Henrique Marques (taekwondo até 80kg)
Giullia Penalber (wrestling até 57kg)
Laura Amaro (levantamento de peso até 81kg)
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