O capitão da Polícia Militar preso em flagrante por suspeita de extorquir um comerciante, na quinta (12), em Santo Estêvão, na Bahia, foi liberado após audiência de custódia, na noite da sexta (13).
A Justiça concedeu liberdade provisória e, com isso, o PM vai responder em liberdade ao processo. A defesa nega que ele tenha tentado extorquir o comerciante.
Segundo o advogado do capitão, Armênio Seixas, a Justiça concedeu a liberdade provisória ao policial, que vai responder ao processo em liberdade. De acordo com o profissional, o capitão, que também é corretor de imóveis, não foi cobrar dívidas ao comerciante, mas sim avaliar um documento para venda de um imóvel.
No entanto, como o capitão estava acompanhado do cobrador, a vítima entendeu que ele estava lá para cobrar uma divida também e fez a denúncia.
Segundo a Polícia Civil, a vítima de ameaça e extorsão procurou a delegacia do município na manhã de quinta e alegou ser ameaçada por dois homens usando distintivos e que afirmavam ser policiais civis. No caso, eles cobravam o pagamento de R$ 70 mil.
O idoso informou que os contatos começaram em 3 de setembro e acordaram o pagamento da dívida para a quinta. No horário e ponto de encontro combinados com os supostos policiais, a vítima embarcava em um veículo branco, quando a reunião foi interrompida pelos reais policiais civis, que prenderam a dupla.
Conforme a polícia, o oficial, lotado na cidade de Feira de Santana, estava utilizando uniforme e foi encaminhado para o Batalhão de Choque de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O caso seguiu para o Complexo Policial do Sobradinho.
O parceiro do PM foi autuado por porte ilegal de arma de fogo, além de extorsão, já que tinha uma pistola 9mm com dois carregadores municiados.
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