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Camaçari Eleições 2026

Márcio da Auto Escola critica Fundo Eleitoral e questiona distribuição de milhões entre candidatos

Candidato da Rede afirmou que disputa é desigual e disse que há concorrentes recebendo mais de R$ 2 milhões enquanto outros têm apenas alguns milhares para fazer campanha

24/09/2026 14h01
Por: Gabriel Seixas Fonte: Mais Região
Keila Abreu / Mais Região
Keila Abreu / Mais Região

O candidato a deputado federal pela Rede, Márcio da Auto Escola, voltou a fazer críticas ao modelo de financiamento das campanhas eleitorais durante entrevista ao programa É do Povo, transmitido pela Rádio Sauípe FM (102,9), nesta quinta-feira (24). Desta vez, o alvo principal foi o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, que reúne recursos públicos destinados às campanhas.

Márcio afirmou ser “terminantemente contra” o mecanismo e questionou o volume de dinheiro público destinado às eleições. Para 2026, o Fundo Eleitoral soma oficialmente R$ 4,96 bilhões, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O valor é distribuído entre os partidos conforme critérios previstos em lei. (Justiça Eleitoral⁠)

Apesar da crítica, o candidato reconheceu que utiliza recursos do próprio fundo em sua campanha. Segundo ele, a estrutura atual cria uma situação na qual candidatos precisam recorrer ao financiamento público para conseguir disputar em condições minimamente competitivas. “Se eu não fizer uso agora, eu não tenho como ir para a disputa”, afirmou.

O ponto mais contundente da fala, no entanto, foi a diferença entre os valores destinados aos candidatos. Márcio afirmou que existem concorrentes da Região Metropolitana de Salvador recebendo mais de R$ 2 milhões em recursos eleitorais, enquanto outros candidatos, segundo ele, teriam recebido R$ 16 mil, R$ 5,9 mil ou até mesmo nada. “É uma disputa, é um embate desleal”, declarou.

O candidato também questionou a autonomia dos partidos para definir quanto cada concorrente receberá. Pela legislação eleitoral, os recursos do FEFC ficam à disposição das legendas após a definição dos critérios de distribuição aos candidatos pelas direções nacionais. O TSE informa que essa definição é uma decisão interna dos partidos, observadas as regras legais, incluindo as cotas de gênero e raça. (Justiça Eleitoral⁠)

Márcio citou o DivulgaCandContas, sistema oficial da Justiça Eleitoral, como ferramenta para que o eleitor acompanhe quanto cada candidato recebeu e quanto está gastando na campanha. Para ele, a consulta aos dados permite visualizar a diferença existente entre candidaturas e entender o tamanho da estrutura financeira de cada campanha.

Durante a entrevista, o candidato também comparou o dinheiro utilizado nas campanhas com possíveis investimentos em áreas como saúde e educação. A crítica, segundo ele, está relacionada ao uso de recursos públicos para financiar disputas eleitorais, enquanto outras demandas da população continuam necessitando de investimentos. O TSE, por sua vez, esclarece que o FEFC foi criado por lei especificamente para financiar campanhas eleitorais.

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