Somente nesta semana dois ônibus do sistema de transporte público de Salvador foram incendiados em ações criminosas de retaliação a mortes causadas por intervenção policial. Como resultado, cinco bairros da capital baiana seguem sem o serviço de transporte ainda nesta quinta.
"O prejuízo financeiro existe, é significativo, gira em torno de 850 mil reais cada coletivo, cada ônibus que foi incendiado, dependendo se teve ou não financiamento. Mas o mais importante para a gente, muito mais significativo, é a questão do impacto na saúde mental dos rodoviários. É o impacto na população que deixa de ser assistida por esse serviço público essencial de transporte de passageiros. Isso sim está nos preocupando muito porque gera um clima de pânico, de terror na cidade em razão da falta de segurança", falou.
Conforme levantamento do A tarde , nove ônibus foram incendiados em Salvador neste ano. O ato de vandalismo, já totaliza um prejuízo acima dos R$ 7 milhões aos cofres públicos. Entre os nove coletivos incendiados, oito faziam parte da frota convencional da prefeitura, e um era elétrico, do Governo do Estado.
Veículos destruídos por esse tipo de ato, segundo a Semob, não retornam para a operação. Com isso, a população passa a ficar com um veículo a menos na linha em questão e, consequentemente, com tempo de espera se torna maior.
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