O Partido Liberal (PL) da Bahia enfrenta uma crise interna após abrir processos disciplinares contra deputados estaduais, entre eles Raimundinho da JR, atual vice-líder do governo na Assembleia Legislativa. A iniciativa, revelada na coluna de Igor Gadelha no portal Metrópoles, visa investigar o alinhamento de Raimundinho e outros parlamentares ao governo petista de Jerônimo Rodrigues, em contraste com a linha oposicionista defendida pelo PL.
Além de JR, Vitor Azevedo e Diego Castro estariam também na mira da sigla. Raimundinho e Azevedo podem ser excluídos do partido pelo presidente estadual do PL na Bahia, João Roma.
O desempenho abaixo do esperado do partido nas eleições municipais intensificou o conflito, levando João Roma, presidente do PL na Bahia, a reforçar a postura oposicionista. A decisão causou divisão entre os filiados, sendo interpretada como retaliação, especialmente após críticas a Roma feitas por alguns dos parlamentares alvos do processo. Roma, que busca apoio em Brasília para se manter na liderança do partido, enfrenta pressões para deixar o cargo.
Caso as expulsões se concretizem, o impacto poderá redefinir o equilíbrio de forças entre governo e oposição na Assembleia. A situação reflete uma tentativa do PL baiano de reafirmar seu posicionamento de oposição ao governo estadual, em linha com a estratégia nacional do partido.
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