Sexta, 16 de Outubro de 2026 15:21
(71) 99663.6360
Dólar comercial R$ 5,07 -0,42%
Euro R$ 5,7 -0,31%
Bitcoin R$ 437.618,63 -0,99%
Bovespa 204.494,23 pontos +0.08%
Política em Foco Importunação sexual

PF pretende concluir inquérito contra Silvio Almeida em março

Antes do encerramento, a PF analisará uma solicitação de Silvio para que novas testemunhas sejam ouvidas

27/02/2025 08h48
Por: Redação Fonte: A Tarde
Antônio Cruz
Antônio Cruz

A investigação sobre a possível importunação sexual cometida pelo ex-ministro Silvio Almeida contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, deve ser concluída em março pela Polícia Federal (PF), conforme indicou apurações da CNN.

Antes do encerramento, a PF analisará uma solicitação de Silvio para que novas testemunhas sejam ouvidas. Até o momento, apenas testemunhas de acusação foram ouvidas, enquanto as de defesa ainda não prestaram depoimento.

Na última terça-feira (25), Almeida foi ouvido pela PF por quase três horas. Durante o depoimento, ele detalhou todas as ocasiões em que esteve com Anielle no período em que integrava o governo e solicitou que a delegada responsável pelo caso, Luciana Matutino, colhesse o depoimento de pessoas que estavam presentes nos mesmos momentos que ele e as denunciantes.

Outras três mulheres também formalizaram denúncias sobre casos distintos.Diante da repercussão das declarações do ex-ministro, Anielle Franco publicou uma nota no início da semana reafirmando sua confiança na investigação da PF.

“Importunação sexual não é questão política, é crime. Sendo assim, reitero minha confiança na seriedade das investigações conduzidas pela Polícia Federal e reforço meu compromisso com a defesa das vítimas e o combate à violência de gênero”, declarou.

Após a conclusão do inquérito, o caso será encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se apresenta denúncia contra Silvio Almeida ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Silvio Almeida deixou o cargo em setembro do ano passado, um dia após a ONG Me Too divulgar as denúncias contra o então ministro. O caso está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que os supostos atos foram cometidos quando ele ainda ocupava o posto.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.