O jovem chegou ao Brasil em um voo da Air France, proveniente de Paris, e foi selecionado para revista pessoal pela equipe de vigilância do órgão, por meio de técnicas de análise de riscos, que identificam passageiros com maior probabilidade de cometer irregularidades.
A Receita Federal identificou que o passageiro tem ligações, inclusive familiares, com um grupo que vem sendo monitorado por trazer esse tipo de medicamento de forma irregular para venda em clínicas. O órgão informou que fará uma representação ao Ministério Público para dar prosseguimento à investigação criminal.
Esta não é a primeira apreensão envolvendo o Mounjaro. No dia 10 de fevereiro, a Receita Federal já havia apreendido 681 caixas vazias de embalagens do mesmo medicamento, produzidas no Reino Unido.
O Mounjaro é um medicamento à base de Tirzepatida, regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exclusivamente para importação por pessoas físicas, mediante apresentação de receita médica. Sua comercialização no mercado brasileiro é proibida. A Receita Federal destacou que o medicamento deveria ser mantido sob refrigeração, mas foi transportado de maneira inadequada.
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