A ética das cadeias costuma perdoar assassinos e traficantes, mas não há compaixão para estuprador. As regras da "lei" do tráfico imperam também fora dos presídios. Foi o que aconteceu com um homem conhecido como "Pezão" no Vale das Pedrinhas. Ele foi sentenciado à morte pelo "tribunal do crime" do Comando Vermelho (CV) após ser acusado de estuprar a enteada de oito anos nesta terça-feira (11).
Pezão foi encontrado com várias facadas. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o corpo dele em uma rua, que seria no próprio bairro. "Nós não fomos acionados para esta ocorrência, mas o que se fala é que a morte tem ligação com o 'tribunal do crime'. No entanto, não conseguimos ainda provar nada", declara o major Cristiano Paraíso, comandante da 41ª companhia Independente (Nordeste de Amaralina).
Mãe e filha eram do interior e estavam há pouco tempo em Salvador, quando conheceram "Pezão" e passaram a residir na casa dele. Segundo fontes da PC, vizinhos flagram os três numa mesma cama, inclusive imagens de celular teriam registrado o ato e chegado ao conhecimento do CV.
O policiamento no local foi reforçado. "Por que ficamos preocupados do linchamento se estender para a mãe, pois chegou a informação de que ela teria participado de tudo, por isso estamos com unidades lá. Até o momento, as equipes não encontraram ela e a menina. A casa está vazia", relata o major.
Em nota, a PC disse que "o procedimento segue sob regime de sigilo, conforme a legislação vigente, visando preservar a integridade da investigação e a eficácia das medidas adotadas".
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