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Obra da nova Rodoviária pode custar até R$ 50 milhões a mais, estima concessionária

Valor inicial era de cerca de R$ 200 milhões; terminal deve ser inaugurado no fim de outubro deste ano

25/04/2025 06h59
Por: Luciano Bandeiras Fonte: Correio 24h / Yan Inácio
Yan Inácio/ Correio 24h
Yan Inácio/ Correio 24h

As obras da nova Rodoviária de Salvador, em Águas Claras, ganharam uma nova data para serem entregues: a expectativa é que o terminal seja concluído em 7 de outubro e a inauguração ocorra até o fim daquele mês.

Mas outro ponto importante são os valores gastos na empreitada, que está sendo construída através de um contrato de concessão com um consórcio responsável por gerir as obras. De acordo com a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), o investimento inicial foi de R$ 200 milhões em contrato firmado em 2019, ainda no governo de Rui Costa (PT).

Contudo, Eduardo Pedreira, presidente do Conselho de Administração do Consórcio Terminal Rodoviário de Salvador, projeta que novos gastos sejam feitos até o fim da obra.“O orçamento está saindo ainda na próxima semana. Eu, por exemplo, até estimaria talvez mais uns 40 a 50 milhões”, disse em visita técnica nas obras da nova Rodoviária nesta quinta-feira (24).

Ainda há questões relacionadas a cenários não previstos na licitação original com o governo. Quando há gastos que não estão previstos pela concessionária, é necessário que se façam análises técnicas para definir se o poder público deve reaver esses valores investidos pelas empresas. “Tudo vai ter que ser visto à luz de contrato, técnicos e especialistas para discutir efetivamente qual é o custo que não era passível de ser arcado pela concessionária”, explicou Eduardo.

 

O gestor usou como exemplo os ajustes que precisaram ser feitos no solo da área na qual se situa o novo terminal. “O projetista teve que redefinir uma camada a mais de cimento embaixo das placas de concreto para ter o bloqueio de água não passar para baixo. Isso jamais é previsível dentro da engenharia”, detalhou.

Carlos Henrique Martins, diretor da Agerba, que também esteve presente na visitação, afirmou que a obra está com 84% das pendências concluídas, mas uma parte da área exterior está atrasada e sujeita ao volume de chuva que deve aumentar nos próximos meses.

“A parte externa talvez crie uma má impressão, dizem que falta muita coisa, mas ela sofre as intempéries. A gente tem uma preocupação com as chuvas que devem começar a acontecer agora nesse período”, explicou.

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