O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, neste domingo (7), do desfile cívico-militar do 7 de Setembro em Brasília, ao lado da primeira-dama, Janja da Silva. Com a presença de cerca de 45 mil pessoas, a cerimônia destacou o tema “Brasil Soberano”, reforçando a defesa da soberania nacional, a organização da COP30 e as obras do novo PAC. O evento ocorreu em meio à discussão sobre possível anistia a envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 e à tensão diplomática com os Estados Unidos.
Lula chegou à Esplanada dos Ministérios por volta das 9h04 e desfilou em carro aberto, cumprimentando o público nas arquibancadas. Ao desembarcar na tribuna, foi recebido pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e pelos comandantes das três Forças Armadas. Entre as autoridades presentes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e diversos ministros do governo, como Rui Costa (Casa Civil), Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente). Nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) compareceu, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estava em seu estado de origem, o Amapá.
O desfile, que durou cerca de duas horas, contou com alas militares, estudantes de escolas públicas e apresentações da Esquadrilha da Fumaça. A mensagem central do evento foi a defesa da soberania brasileira, especialmente diante da crise bilateral provocada pelos Estados Unidos, após o aumento de tarifas sobre produtos nacionais. Bonés com a frase “Brasil Soberano” foram distribuídos ao público, reforçando o tema do desfile.
Durante a cerimônia, parte do público protestou com gritos de “sem anistia” e “soberania não se negocia”, em referência à discussão no Congresso sobre a possibilidade de aprovar um projeto de anistia para condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O PL e aliados bolsonaristas defendem a anistia, enquanto o governo e o presidente Lula se posicionam contrários, reforçando a mobilização social contra qualquer medida que perdoe os responsáveis pela tentativa de golpe.
Além do eixo da soberania, outras alas destacaram o Brasil dos Brasileiros, o Brasil do Futuro e ações do governo, como a COP30, que ocorrerá em Belém, e o novo PAC. A segurança na Esplanada e na Praça dos Três Poderes foi reforçada devido ao evento e ao andamento do julgamento de Bolsonaro no STF.
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