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Política em Foco Brasília

Sessão da CPMI do INSS dura quase 10h, tem bate-boca e pode reconvocar Carlos Lupi

Parlamentares se encararam, ex-ministro atacou o empréstimo consignado, e comissão pouco avançou em novas denúncias sobre o caso.

09/09/2025 08h35 Atualizada há 10 meses atrás
Por: Luciano Bandeiras Fonte: G1
Lula Marques/Agência Brasil
Lula Marques/Agência Brasil

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os desvios irregulares em aposentadorias pagas pelo INSS registrou a oitiva mais longa desde o início dos trabalhos. Ao todo, foram 9h48 de debates e questionamentos ao ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

Ao todo, foram 32 parlamentares questionando o ex-ministro, além do relator, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), que inquiriu Lupi por quase uma hora e meia.

Entretanto, os parlamentares focaram em troca de ofensas e autopromoção e não conseguiram levantar novas informações a respeito dos desvios que aconteceram nas aposentadorias do INSS. Mesmo assim, na saída, o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), definiu a reunião como boa e afirmou que o ex-ministro se contradisse várias vezes durante o depoimento.

"Há vários pontos nas falas dele que não coadunam, ou seja, não se confirmam em falas passadas. Por exemplo, a primeira denúncia que surgiu veio de uma pessoa que ele disse, na Câmara dos Deputados, que era uma amiga pessoal [Tonia Galleti] e aqui negou qualquer tipo de relacionamento", ponderou Viana.

O presidente também não descartou a possibilidade de inserir Lupi como um investigado da CPMI, apesar de ainda achar a possibilidade prematura, e também disse que o ex-ministro pode ter que retornar para dar mais explicações para a CPMI.

“Não pode o relator fazer uma pergunta e o depoente não ter o direito de responder. O senhor não está deixando ele responder, é diferente”, protestou.

Ainda durante a discussão, os deputados federais Rogério Correia (PT-MG), da base, e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), da oposição, trocaram ofensas, levantaram e começaram a se encarar, até que outros parlamentares intervieram e separaram a briga.

Correia afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro “vai ser preso” e fez com as mãos um gesto simulando grades de prisão.

Diante da confusão, a sessão foi suspensa para que Lupi conversasse com seu advogado. Pouco depois, os trabalhos foram retomados.

"Nós podemos convidá-lo novamente. Se ele concordar em retornar, será bem-vindo como convidado. Se não, nós podemos fazer a convocação e até mesmo uma acareação com as pessoas que foram citadas e durante os depoimentos", afirmou Viana.

Assim como as últimas reuniões da CPMI, a sessão ficou marcada por vários bate-bocas com troca de ofensas entre parlamentares da base e da oposição. O senador Jorge Seif (PL-SC) xingou e chegou a mostrar o dedo para um deputado federal da base que o provocou durante seu momento de fala.

O bate-boca mais longo aconteceu durante as indagações do deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS). A discussão começou após ele fazer questionamentos sem respostas de Lupi e durou quase 8 minutos. O líder do governo na CPMI, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) acusou o relator, Carlos Viana (Podemos-MG), de impedir que Lupi se manifestasse.

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