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Política em Foco Brasília

Após voto de Fux, Michelle fala em “coerência” e “senso de justiça”

Sem mencionar decisão do ministro que votou para absolver Jair Bolsonaro, ex-primeira-dama disse que quando “vingança” e “mentira” não prevalecem, “não há espaço para perseguições cruéis nem julgamentos parciais”

11/09/2025 11h40
Por: Luciano Bandeiras Fonte: CNN Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após a conclusão do voto do ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), no julgamento da trama golpista, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) escreveu, na madrugada desta quinta-feira (11), sobre "coerência" e "senso de justiça" em seu perfil no Instagram.

Sem mencionar diretamente a decisão do magistrado, Michelle afirmou: "Quando a coerência e o senso de justiça prevalecem sobre a vingança e a mentira, não há espaço para perseguições cruéis nem julgamentos parciais".

Ao longo de toda a quarta-feira (10) e na manhã desta quinta, Michelle também compartilhou uma série de trechos com declarações de Fux na sessão de ontem do julgamento.

O voto de Fux

Depois de 14 horas se sessão para expor seu parecer ao colegas da Primeira Turma do STF, Fux votou para absolver o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros cinco réus por todos os crimes imputados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) - organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça; e deterioração de patrimônio público.

Em sua extensa manifestação, o ministro do Supremo divergiu do relator do caso, Alexandre de Moraes, e de Flávio Dino. Além disso, diferentemente da dupla, Fux analisou separadamente cada crime imputado a cada réu.

Embora tenha defendido a nulidade de todo o processo, Fux votou para condenar Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e Walter Braga Netto, ex-ministro e ex-candidato a vice-presidente em 2022, pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

A Primeira Turma do Supremo retoma o julgamento do caso às 14h com o voto da ministra Cármen Lúcia, que pode ser decisivo para a formação de maioria favorável à condenação de Bolsonaro.

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