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Política em Foco Pesquisa

Rui Costa lidera intenção de voto ao Senado seguido por Ângelo Coronel

O ex-ministro da Cidadania João Roma (PL) surge em terceiro lugar

07/10/2025 21h40 Atualizada há 9 meses atrás
Por: Luciano Bandeiras Fonte: Mais Região
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/ Geraldo Magela/Agência Senado
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/ Geraldo Magela/Agência Senado

Uma nova rodada da pesquisa do instituto Real Time Big Data coloca o ministro-chefe da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), como o favorito para uma das vagas do Senado pelo estado nas eleições de 2026. No cenário principal divulgado pelo levantamento, Rui aparece com 26% das intenções de voto, seguido pelo atual senador Ângelo Coronel (PSD), com 17%. O ex-ministro da Cidadania João Roma (PL) surge em terceiro lugar, com 11%.

O levantamento ouviu 1.200 eleitores baianos por telefone entre os dias 18 e 19 de setembro, com nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Os votos nulos e em branco somam 17% e os indecisos 11% no cenário testado. Esses números indicam uma vantagem liderada por Rui Costa, mas também mostram uma parcela significativa do eleitorado ainda sem definição, um fator que pode alterar o quadro à medida que a campanha se aproxima.

Além do cenário principal, a pesquisa testou ao menos mais dois cenários alternativos. Em um deles, com a entrada do senador Jaques Wagner, Rui mantém vantagem numérica, mas a disputa pela segunda vaga se aproxima: Wagner chega a pontuações relevantes em cenários com nomes do PT presentes, enquanto Ângelo Coronel e João Roma oscilam conforme o confronto. Esse desenrolar evidencia que a composição final das chapas e as possíveis candidaturas internas têm peso considerável na configuração das duas cadeiras que estarão em disputa.

A leitura política do resultado aponta para duas tendências. A primeira é o fortalecimento do nome de Rui Costa entre eleitores que reconhecem seu histórico no estado, o que explica sua liderança num universo ainda fragmentado. A segunda é a existência de uma base de votos dispersa entre diversos pré-candidatos (Cedraz, Adolfo Viana, Márcio Marinho, entre outros) que hoje registram percentuais modestos, muitos dentro da margem de erro — e que poderão crescer caso alguma candidatura consolide apoios regionais ou nacionais.

Analistas ouvidos por veículos que repercutiram a pesquisa destacam que, com dois mandatos a serem renovados (cadeiras cujo atual ocupante inclui Ângelo Coronel e outro senador), a corrida deve se manter fluida. A presença de líderes com grande capilaridade local e de figuras nacionais com trânsito no eleitorado baiano torna o cenário altamente competitivo, especialmente porque parte do eleitorado ainda se declara indeciso ou opta por anular o voto.

Em suma, o levantamento da Real Time Big Data, revela Rui Costa na dianteira para a disputa ao Senado pela Bahia, mas também mostra que a eleição está longe de estar definida: margens de erro, cenários alternativos e a elevada taxa de indecisão mantêm a disputa aberta e suscetível a movimentos políticos, negociações de alianças e ao desempenho das campanhas nos próximos meses.

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