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“Ele é réu confesso pelas próprias falas”, dispara Léo Mineiro contra Júnior do Requeijão

Em entrevista a César Silva, o advogado e ativista Léo Mineiro afirmou que o presidente da Câmara, Júnior do Requeijão (PSDB), cometeu crimes de injúria racial e misoginia, e já responde judicialmente pelas ofensas.

10/10/2025 16h32
Por: Keila Abreu Fonte: Mais Região
Reprodução instagram / Arquivo Mais Região
Reprodução instagram / Arquivo Mais Região

O advogado e ativista Léo Mineiro quebrou o silêncio após ser alvo de ofensas racistas e misóginas atribuídas ao presidente da Câmara de Dias d’Ávila, Júnior do Requeijão (PSDB). Em entrevista a César Silva, ele afirmou que o parlamentar cometeu crimes de injúria racial, machismo e misoginia, e que já protocolou uma queixa-crime contra o vereador.

“Ele é misógino, racista e machista. As próprias falas dele o tornam réu confesso. Quando ele se refere a mim com palavras como ‘negro fedido’ e ‘raciado de gambá’, ele comete crime previsto em lei”, declarou Léo Mineiro.

O advogado citou o artigo 140, parágrafo III, do Código Penal e a Lei 14.532/23, que trata da injúria racial como crime imprescritível e inafiançável, com pena agravada quando o autor é servidor público. “Ele pisoteou a história da própria família. Um presidente de Câmara, que deveria dar exemplo, praticou crime contra todos os negros”, disse.

Léo afirmou que espera uma postura firme do Legislativo municipal:

“Espero que os eleitores cobrem dos vereadores uma sessão extraordinária. Ele deve se explicar, mas não há como escapar da punição prevista em lei.”

Durante a entrevista, o advogado ressaltou que, embora tenha sido criado para enfrentar o racismo com firmeza, sentiu-se abalado pela gravidade das ofensas. “Não é vitimismo, é um sentimento de indignação. O ser humano deve ser julgado por seus atos, não pela cor da pele”, afirmou.

Ele destacou ainda que o caso não atinge apenas sua honra, mas ofende toda a comunidade negra e as mulheres também citadas nas falas de Júnior. “Eu falo aqui em nome de todos os negros e de todas as mulheres que foram discriminadas. Ninguém está acima da lei. O que leva à impunidade é achar que nada vai acontecer mas vai”, concluiu.

Segundo Léo, o processo já foi ajuizado e seguirá até as instâncias superiores. Ele também se colocou à disposição para apoiar outras vítimas de discriminação racial no município.

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