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Governo anuncia novo modelo de empréstimos para compra da casa própria; entenda regras

De acordo com o Planalto, valor máximo do imóvel financiado no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.

10/10/2025 23h58 Atualizada há 9 meses atrás
Por: Luana Velloso Fonte: G1
Crédito: Reprodução
Crédito: Reprodução

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (10), em cerimônia em São Paulo, uma nova linha de crédito para compra da casa própria voltada à classe média, com o objetivo de ampliar o financiamento imobiliário e viabilizar a construção de mais moradias.

- O valor máximo do imóvel financiado no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) passará de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.

- A Caixa Econômica Federal voltará a financiar até 80% do valor do imóvel por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Desde novembro de 2024, o valor máximo financiado era de até 70% do imóvel.

- A medida beneficia operações dentro das regras do SFH para a classe média, o que deve ampliar o investimento na construção civil e gerar mais empregos.

- O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que a Caixa poderá financiar 80 mil novos imóveis com juros de até 12% ao ano, abaixo da taxa básica da economia, atualmente em 15% ao ano.

Mudanças no modelo de financiamento

- Atualmente, 65% dos recursos captados pela poupança devem ser destinados obrigatoriamente ao crédito imobiliário, 15% ficam livres para outras operações e 20% são retidos no Banco Central como depósitos compulsórios.

- Com o novo modelo, até 5% dos saldos de poupança aplicados em crédito imobiliário poderão ser deduzidos da necessidade de recolhimento dos compulsórios, aumentando a disponibilidade de recursos.

- O Banco Central informou que o novo modelo viabiliza R$ 111 bilhões no primeiro ano, sendo R$ 52,4 bilhões a mais que o modelo atual, com R$ 36,9 bilhões disponíveis de forma imediata.

Transição gradual

- A transição começará ainda este ano, mantendo temporariamente o direcionamento obrigatório de 65% da poupança para crédito habitacional.
- Até janeiro de 2027, os depósitos compulsórios referentes à poupança serão gradualmente liberados, permitindo que mais recursos fiquem disponíveis para financiamento de imóveis.

Declarações das autoridades

- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a ampliação do uso dos recursos da poupança, combinada com captações no mercado, permitirá mais crédito imobiliário sem elevação da taxa de juros.

- O presidente da CBIC, Renato Correia, destacou que a medida, junto com mudanças recentes no FGTS, aumenta a oferta de moradias e demonstra compromisso com a habitação para a população.

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o programa foi pensado para atender trabalhadores da classe média que não tinham acesso a crédito habitacional, como metalúrgicos, bancários, químicos e professores, com rendas acima das faixas do Minha Casa Minha Vida.

- O vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou que a medida amplia crédito, oportunidade e esperança de uma vida melhor para famílias com renda de até R$ 9.600.

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