Os governadores dos três maiores colégios eleitorais do país devem reforçar a mobilização pela votação de proposta que equipara as facções criminosas a grupos terroristas.
Os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais) e Cláudio Castro (Rio de Janeiro) pretendem discutir o tema com as bancadas de seus respectivos estados.
A iniciativa é considerada a vitrine eleitoral da direita na área da segurança pública para a disputa do ano que vem e enfrenta resistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nesta semana, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados não chegou a analisar o chamado PL Antiterrorismo, após a pressão da base governista.
O presidente da Casa Legislativa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que tomará uma decisão nesta semana sobre a matéria. O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), também fez reparos ao assunto.
O objetivo dos três governadores é criar um movimento favorável à iniciativa que convença Hugo a pautar a proposta.
O projeto tipifica os grupos criminosos, o que, na visão do Palácio do Planalto, pode abrir brecha para que outros países atuem no Brasil contra os grupos terroristas, atentando contra a soberania nacional.
Com a resistência, partidos de oposição pretendem incluir a mudança no PL Antifacção, que foi enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional.
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