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Geral Economia

PIB da Bahia perde força e estado cai para 21º lugar no ranking nacional

O crescimento econômico baiano ficou abaixo da média nacional e inferior ao de diversos estados do Nordeste.

14/11/2025 11h07
Por: Luciano Bandeiras Fonte: Mais Região
Jean Vagner / Ascom SEI
Jean Vagner / Ascom SEI

A Bahia registrou um dos piores desempenhos econômicos recentes e caiu para a 21ª posição no ranking do PIB brasileiro, segundo dados mais recentes de análises regionais. O estado, que já esteve entre as dez maiores economias do país, agora enfrenta o desafio de reconquistar espaço em meio ao avanço de outras unidades da federação.

Especialistas apontam como principais causas a desaceleração da indústria, baixo volume de investimentos e dependência de setores vulneráveis, como agropecuária e extrativismo. O crescimento econômico baiano ficou abaixo da média nacional e inferior ao de diversos estados do Nordeste.

Na região, Pernambuco, Ceará, Maranhão e Piauí avançaram mais rapidamente, impulsionados por investimentos em logística, indústria e tecnologia. Com isso, a Bahia perdeu liderança histórica no Nordeste.

Ranking de crescimento do Nordeste em 2023

(Variação real do PIB segundo IBGE)

  1. Rio Grande do Norte — 4,2%
  2. Maranhão — 3,6%
  3. Alagoas — 3,5%
  4. Piauí — 3,1%
  5. Sergipe — 3,1%
  6. Ceará — 3,0%
  7. Paraíba — 3,0%
  8. Pernambuco — 2,4%
  9. Bahia — 2,3% (menor da região)

Entre as capitais, Salvador também fica atrás de polos mais dinâmicos como Fortaleza, Recife, Curitiba e Belo Horizonte, que registram maior diversificação econômica e atração de empresas.

Ranking de crescimento do PIB no Brasil em 2023

(27 unidades da federação – do maior para o menor)

  1. Acre — 14,7%
  2. Mato Grosso do Sul — 13,4%
  3. Mato Grosso — 12,9%
  4. Tocantins — 7,9%
  5. Rio de Janeiro — 5,7%
  6. Goiás — 4,8%
  7. Paraná — 4,3%
  8. Rio Grande do Norte — 4,2%
  9. Roraima — 4,2%
  10. Maranhão — 3,6%
  11. Alagoas — 3,5%
  12. Minas Gerais — 3,4%
  13. Espírito Santo — 3,4%
  14. Distrito Federal — 3,3%
  15. Sergipe — 3,1%
  16. Piauí — 3,1%
  17. Ceará — 3,0%
  18. Paraíba — 3,0%
  19. Amapá — 2,9%
  20. Pernambuco — 2,4%
  21. Bahia — 2,3%
  22. Amazonas — 2,1%
  23. Santa Catarina — 1,9%
  24. Pará — 1,4%
  25. São Paulo — 1,4%
  26. Rio Grande do Sul — 1,3%
  27. Rondônia — 1,3%

O IBGE aponta que dois setores influenciaram diretamente o resultado do PIB da Bahia: agropecuária e serviços ligados ao comércio. A agropecuária baiana recuou com a redução de preços, enquanto o grupo de “outros serviços”, que engloba atividades comerciais, também cresceu abaixo da média do país.

Apesar do cenário negativo, analistas destacam que o estado tem potencial de reação, especialmente em setores como energias renováveis, turismo e tecnologia. Para isso, porém, será necessária uma agenda consistente de inovação, infraestrutura e reindustrialização.

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