Sheikh Hasina, ex-premiê de Bangladesh, foi condenada à morte pelo tribunal interno do país nesta segunda-feira (17). Ela foi considerada responsável pela repressão que deixou cerca de 1.400 manifestantes mortos e 25 mil feridos durante os protestos estudantis de 2024, episódio que resultou na queda de seu governo.
No veredito, os magistrados afirmaram que ficou “cristalino” que ela “incitou os ativistas de seu partido… e, além disso, ordenou que matassem e eliminassem os estudantes que protestavam”. A corte declarou ainda que “Sheikh Hasina cometeu crimes contra a humanidade por sua incitação, ordens e omissão em tomar medidas punitivas”. Ela nega as acusações e segue exilada na Índia.
Seus defensores acionaram a Organização das Nações Unidas (ONU) alegando falta de garantias legais, enquanto o governo interino solicita extradição. Antes da sentença, Daca registrou explosões e confrontos, aumentando o temor de instabilidade política.
A trajetória da ex-líder reúne poder, exílios e denúncias de autoritarismo. Filha do fundador do país, comandou Bangladesh por anos, impulsionou o desenvolvimento econômico e enfrentou críticas por violência política e censura, fatores que antecederam sua remoção.
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