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Política em Foco Brasília

Alcolumbre cancela sabatina de Messias e critica governo por demora em enviar nome ao Senado

Presidente do Senado critica o governo pela demora no envio da mensagem com a indicação ao STF

02/12/2025 21h41
Por: Luana Velloso Fonte: O Globo
Foto: Brenno Carvalho / O Globo
Foto: Brenno Carvalho / O Globo

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cancelou a sabatina do indicado ao Supremo Tribunal Federal, Jorge Messias, que seria realizada na Comissão de Constituição e Justiça nos dias 3 e 10 de dezembro. A decisão ocorreu porque o Palácio do Planalto ainda não enviou a mensagem presidencial formalizando a indicação, etapa obrigatória para a continuidade do processo.

A audiência estava agendada para 10 de dezembro, mas Alcolumbre afirmou que o Senado foi surpreendido pela ausência do documento, publicado previamente no Diário Oficial e anunciado pelo governo. Em nota, o presidente do Senado declarou que a omissão é “grave e sem precedentes” e classificou a situação como uma interferência no cronograma do Legislativo.

Alcolumbre afirmou que o calendário definido seguia o padrão de indicações anteriores e tinha como objetivo concluir o processo ainda em 2025. A falta da mensagem presidencial levou ao cancelamento do cronograma para evitar questionamentos regimentais sobre a realização da sabatina sem o envio formal da indicação.

Enquanto isso, Messias tem intensificado as conversas com senadores na tentativa de garantir apoio, reunindo-se com Mecias de Jesus, Oriovisto Guimarães e Omar Aziz. Mesmo assim, enfrenta resistências. Segundo aliados, Alcolumbre demonstrou insatisfação com a escolha do governo e indicou preferência pelo nome de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado.

A disputa política também afetou encontros articulados por aliados. Uma reunião com senadores do PL e do Novo, costurada pela senadora Eudócia Caldas, foi suspensa e só deverá ocorrer após o envio oficial da indicação. Um almoço com parlamentares do PL também foi cancelado.

Nos bastidores, a avaliação é de que o atraso do governo buscou ganhar tempo para tentar assegurar votos suficientes antes da votação da indicação.

A nota assinada por Alcolumbre reforçou que a responsabilidade pela interrupção do calendário é exclusiva do Executivo, que, segundo ele, falhou em cumprir as etapas necessárias para o Senado exercer sua atribuição constitucional.

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