O senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, é um dos alvos da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18). A ação investiga o chamado esquema da “farra do INSS”, que consiste em descontos não autorizados em aposentadorias e pensões e já motivou diversas investigações federais. 
Mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares estão sendo cumpridos em vários estados, incluindo São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal, todos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 
Segundo fontes da PF, há um mandado de busca e apreensão contra Weverton Rocha, embora os detalhes sobre possíveis acusações ou o teor das suspeitas não tenham sido divulgados oficialmente até o momento. 
A investigação, que ganhou força após uma série de reportagens do Metrópoles, busca aprofundar a apuração sobre descontos indevidos em benefícios previdenciários que teriam movimentado recursos bilionários sem autorização dos segurados. 
Weverton Rocha tem sido citado em matérias em função de sua conexão com personagens envolvidos no caso, especialmente o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, figura central nas apurações sobre fraudes em benefícios. 
Até o momento, não há confirmação de que o senador esteja formalmente indiciado nas investigações, mas a ação da PF marca uma nova etapa do inquérito que já levou à prisão de outros envolvidos e gerou repercussão política.
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