O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, foi preso nesta sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, ao tentar embarcar para El Salvador com documento falso. A prisão ocorreu com apoio da Polícia Federal brasileira e foi confirmada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal por participação na tentativa de golpe de Estado, Vasques teve a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes e deve ser entregue ao Brasil após audiência de custódia.
De acordo com as autoridades, Silvinei Vasques estava em Santa Catarina quando rompeu a tornozeleira eletrônica. Após a violação da medida cautelar, os países vizinhos, entre eles Paraguai, Argentina e Colômbia, foram alertados. A rota de fuga foi interrompida no aeroporto da capital paraguaia, onde o ex-diretor foi abordado e detido. Imagens do momento da prisão foram compartilhadas pelas autoridades locais para auxiliar na identificação.
Na decisão do STF, Vasques foi apontado como integrante do chamado “núcleo 2” da organização criminosa investigada por atos contra o Estado Democrático de Direito. Segundo a Corte, ele atuou para monitorar autoridades e dificultar o deslocamento de eleitores, especialmente no Nordeste, por meio de operações da PRF durante o segundo turno das eleições de 2022.
Antes da condenação no Supremo, Silvinei Vasques já havia sido condenado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro por uso político da estrutura da PRF durante a campanha eleitoral de 2022. A sentença reconheceu a utilização de símbolos, recursos e da visibilidade institucional da corporação para favorecer a candidatura à reeleição do então presidente Jair Bolsonaro, resultando em multa superior a R$ 500 mil, além de outras sanções cíveis.
Em janeiro de 2025, Vasques assumiu o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação da Prefeitura de São José, na Grande Florianópolis, nomeado pelo prefeito Orvino Coelho de Ávila. Em dezembro do mesmo ano, no dia em que foi condenado pelo STF no caso da trama golpista, ele pediu exoneração da função.
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