Durante entrevista concedida ao site Bocão News, nesta terça-feira (6), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, fez menção direta ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, ao reconhecer publicamente o apoio político recebido no processo de construção do seu grupo político.
Ao comentar a chegada do MDB à base governista, Jerônimo afirmou ser “grato” a Geddel, ao irmão dele, Lúcio Vieira Lima, e ao atual vice-governador Geraldo Júnior, destacando que o grupo teria sido fundamental para fortalecer o projeto político alinhado ao presidente Lula na Bahia.
A declaração, no entanto, gerou forte desconforto e reacendeu críticas de setores da sociedade. Geddel Vieira Lima, embora atue hoje nos bastidores, segue sendo uma figura marcada pela condenação no escândalo dos R$ 51 milhões encontrados em malas e caixas em um apartamento em Salvador, episódio que se tornou um dos maiores símbolos de corrupção da história recente do país.
Para críticos, ao reconhecer publicamente a influência de Geddel, o governador expõe uma contradição entre o discurso de renovação política e a manutenção de alianças com nomes rejeitados pela população. Nas redes sociais, a fala foi interpretada como um sinal de que práticas e articulações do passado continuam presentes na condução do atual governo estadual.
Mesmo defendendo a lealdade do MDB e exaltando o perfil político de Geraldo Júnior, Jerônimo deixou claro que a composição da chapa majoritária ainda está em construção. Ainda assim, a citação a Geddel trouxe desgaste imediato, reforçando cobranças por maior coerência ética e distanciamento de figuras associadas a escândalos de corrupção.
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