A conversa que ocorrerá na tarde desta segunda-feira (12) entre o presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, e o presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Vital do Rêgo, deve inaugurar uma nova fase na condução do caso, avaliam ministros da corte.
O entendimento é que, a partir de agora, a condução do processo se dê de maneira dialogada, estancando o embate entre o relator Jhonatan de Jesus e o BC.
De acordo com relatos feitos sob reserva, a decisão do presidente Lula de entrar em campo foi determinante para que o diálogo pudesse ocorrer. Na semana passada, Lula conversou com auxiliares e manifestou preocupação com o andamento do caso, dizendo temer um impacto no mercado financeiro e ressaltando a importância de uma defesa aberta da atuação do BC.
Os recados de Lula chegaram a Vital do Rêgo. Nos bastidores do TCU, ministros falam em um “enquadro” do presidente do TCU, resultando em uma mudança expressiva na condução da crise.
A mudança de clima no TCU sobre o caso Master teve como pano de fundo também a forte pressão dentro da própria Corte.
iversos integrantes do tribunal passaram a criticar duramente a postura de Jhonatan de Jesus, criticando também o aval inicial dado por Vital do Rêgo à ideia de realizar uma inspeção no processo de liquidação do Master conduzido pelo Banco Central.
Ministros manifestavam internamente forte preocupação com a credibilidade do TCU, apontando para um possível impacto na capacidade da Corte de conduzir outros casos de grande repercussão nacional.
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