A robótica educacional tem se consolidado como ferramenta de inovação no ensino em Pojuca, ao integrar tecnologia, criatividade e consciência ambiental nas atividades escolares. Na Escola Municipal Professor Francisco Magalhães Neto, alunos dos anos finais do Ensino Fundamental desenvolvem projetos que estimulam o aprendizado prático e a reflexão sobre sustentabilidade, sob orientação do professor de robótica Manassés Fernandes Costa Neto.
Entre os projetos desenvolvidos, os estudantes Artur Gomes e Carlos Davi, ambos de 12 anos e do 7º ano C, criaram uma caixa de som com tablet acoplado, construída com materiais recicláveis. A iniciativa partiu dos próprios alunos e integra uma série de atividades desenvolvidas nas aulas de robótica.
Segundo Artur, a metodologia prática torna o conteúdo mais atrativo. “Nas aulas de robótica a gente faz circuito, o professor ensina bem e é algo que podemos levar para a vida”, contou.
Já Carlos Davi destacou o aspecto ambiental do projeto. “Aprendemos a reciclar e reutilizar materiais. Muitas pessoas ainda jogam lixo no chão, e pensamos nesse projeto justamente para incentivar a mudança desses hábitos”, explicou.
No 8º ano C, as alunas Milena, de 13 anos, e Paula, de 12, desenvolveram um robô inspirado no personagem Wall-E, também produzido com materiais recicláveis. Para elas, a integração entre tecnologia e meio ambiente facilita a compreensão dos conteúdos. “A explicação do professor é excelente e não é difícil aprender sobre meio ambiente por meio da robótica. Usamos materiais recicláveis que nos ajudam”, afirmaram.
As estudantes relatam que as aulas influenciaram mudanças de comportamento fora da escola. “Começamos a olhar o meio ambiente de forma diferente. Essas aulas mudaram nossos hábitos em casa”, disseram, ao comentarem o interesse por seguir carreira na área tecnológica.
De acordo com o professor Manassés, o engajamento dos estudantes é um dos principais resultados da robótica educacional. “Na prática, temos estudantes participativos, que implementam no cotidiano aquilo que aprendem em sala”, destacou.
Durante as aulas, os alunos constroem robôs com materiais reutilizáveis, realizam coleta de lixo eletrônico e desenvolvem projetos como casas automatizadas, ventiladores controlados por aplicativo e maquetes voltadas à geração de energia solar e eólica. “Trabalhamos geração de energia limpa e, a partir desses conceitos, eles pensam em soluções. As complexidades vão aumentando conforme o aprendizado evolui”, explicou.
Segundo o educador, as atividades contribuem para a formação de uma consciência ambiental, além de estimular autonomia, criatividade e resolução de problemas. “Além da parte técnica, eles aprendem a trabalhar em equipe e entendem que todo projeto que desenvolvemos tem como objetivo servir à comunidade”, concluiu.
A iniciativa evidencia como a integração entre tecnologia e educação ambiental pode ampliar o interesse dos estudantes e tornar o aprendizado mais significativo.
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