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Política em Foco Economia

Governo Lula aumenta imposto de importação sobre mais de mil produtos, incluindo celulares

Decisão pode elevar custos para empresas e impactar preços de equipamentos e eletrônicos no país

23/02/2026 11h43 Atualizada há 4 meses atrás
Por: Redação Fonte: Mais Região
Reprodução / FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL
Reprodução / FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu aumentar o imposto de importação sobre mais de mil produtos estrangeiros, incluindo equipamentos de informática, bens de capital, itens usados na produção industrial e aparelhos eletrônicos como celulares. A medida foi aprovada no início deste mês pelo Comitê Executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e elevou as alíquotas em até 7,2 pontos percentuais para determinados itens.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a iniciativa busca fortalecer a indústria nacional e reduzir a dependência de produtos estrangeiros, preservando o que o governo classifica como soberania tecnológica. A pasta argumenta que as importações de bens de capital e informática cresceram 33,4% desde 2022 e que a participação de produtos estrangeiros no consumo nacional ultrapassou 45% em dezembro do ano passado.

Apesar da justificativa oficial, a medida tem gerado críticas entre especialistas e representantes do setor produtivo. Eles afirmam que o aumento do imposto pode elevar o custo de produção para empresas que dependem de equipamentos e insumos importados, além de pressionar a inflação e reduzir a competitividade da indústria brasileira.

Analistas também apontam que a decisão ocorre em um momento de aumento do protecionismo comercial no cenário internacional. No entanto, alertam que o aumento de tarifas pode trazer efeitos colaterais para a economia brasileira, como encarecimento de produtos tecnológicos e possíveis impactos nos preços finais para os consumidores.

O tema reacende o debate sobre a política industrial adotada pelo governo federal. Enquanto a equipe econômica defende a medida como estratégia para estimular a produção nacional, críticos afirmam que o aumento de impostos pode acabar sendo repassado ao consumidor nos próximos meses.

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